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Domésticos sem carteira lideram afastamentos
ANDRÉ RODRIGUES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Dos 83,4 milhões de trabalhadores ocupados no Brasil, 14,8 milhões estavam afastados do trabalho em junho —4,2 milhões a menos do que em maio. Parte dessas pessoas pode ter perdido o emprego, mas os demais retornaram ao trabalho devido à flexibilização das medidas de isolamento social em diferentes regiões do País.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os que permaneciam afastados do emprego em junho, 11,8 milhões não estavam trabalhando devido às medidas de distanciamento social.
“Cai o número de afastados porque ou as pessoas foram mandadas para trabalhar ou as pessoas foram mandadas embora”, diz Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Entre os tipos de ocupação, os maiores porcentuais de pessoas afastadas devido à pandemia da covid-19 estavam entre os domésticos sem carteira assinada (26,8%), os empregados do setor público sem carteira (24,4%) e os empregados do setor privado sem carteira (17,3%). No entanto, houve redução na proporção de pessoas afastadas em todas as categorias em relação a maio.









