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economia

Os gastos na aposentadoria que a maioria descobre tarde demais

Aposentadoria traz gastos que muita gente não prevê. Saiba o que muda no orçamento e como usar bem o empréstimo consignado INSS nessa fase.

Fonte: DA ASSESSORIA PARA O ROLNEWS
26/06/2026 15h 12min

Notícia

FOTO MAGNIFIC

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Muita gente chega à aposentadoria imaginando que, sem o emprego, as contas vão diminuir junto. Na prática, o que muda primeiro é a renda: os extras pagos pela empresa somem, o benefício cobre menos do que o salário cobria e as despesas do dia a dia seguem no mesmo patamar. O ajuste financeiro que deveria ter sido feito antes precisa acontecer às pressas.

O problema está na distância entre o que se imagina da aposentadoria e o que ela custa de verdade. Quem chega nessa fase sem ter reorganizado o orçamento descobre, muitas vezes na marra, que o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não comporta tudo.

Neste artigo, você vai entender o que muda no seu orçamento ao parar de trabalhar, quais despesas costumam crescer nessa fase e como se planejar para atravessá-la com mais tranquilidade.

O que muda no seu orçamento quando você para de trabalhar

Durante anos de trabalho com carteira assinada, parte das despesas essenciais é bancada pela empresa: plano de saúde, vale-alimentação, vale-refeição, às vezes um auxílio farmácia ou transporte.

Esses itens não aparecem no contracheque, mas fazem diferença real no orçamento familiar. Quando o vínculo empregatício termina, eles somem da equação, e as necessidades que cobriam ficam para o aposentado resolver sozinho.

Um plano de saúde individual, por exemplo, pode custar três ou quatro vezes mais do que a cota que o funcionário pagava dentro do plano empresarial.

O vale-alimentação que entrava todo mês passa a ser uma despesa a descoberto no orçamento. Quem não fez essa conta antes de pedir a aposentadoria leva um susto nas primeiras semanas. O benefício do INSS arca com o salário, mas não com os extras.

Além disso, a renda em si tende a ser menor do que o último salário. O cálculo do benefício considera a média das contribuições ao longo dos anos, e essa média raramente alcança o teto da remuneração que o trabalhador recebia no fim da carreira.

Para muita gente, a diferença entre o que recebia e o que passa a receber é de 20%, 30% ou mais. E o orçamento ainda precisa se ajustar a isso.

Despesas que aparecem (ou aumentam) depois que você se aposenta

Com o tempo em casa, alguns gastos que antes eram menores crescem naturalmente. A alimentação é um deles: sem o vale-refeição da empresa, todas as refeições passam a sair do próprio bolso. Quem mora sozinho sente isso com força; quem mora em família compartilha o impacto, mas não o elimina.

A saúde é o item que mais preocupa nessa fase. Consultas, exames, medicamentos de uso contínuo e procedimentos que antes eram cobertos pelo plano empresarial viram despesas diretas.

E esses custos sobem com a idade: quanto mais anos passam, maior tende a ser a frequência de uso do sistema de saúde. Quem não tem reserva para absorver esse crescimento sente o orçamento apertar progressivamente.

Adaptações na casa, cuidadores em casos de limitação física, serviços de entrega que substituem deslocamentos mais difíceis: são gastos que aparecem sem aviso e que muito raramente entram no planejamento de quem ainda está na ativa.

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O orçamento da aposentadoria precisa ter folga para o que não estava previsto, e não só para o que já se sabe que vai vir.

Quando o crédito pode ser um aliado na aposentadoria

Reorganizar o orçamento leva tempo, e nem sempre os recursos disponíveis chegam no ritmo que as despesas exigem.

Em alguns momentos, recorrer ao crédito é uma decisão razoável, desde que seja feita de forma consciente e com uma modalidade que não comprometa ainda mais o que já está apertado. O erro mais comum é buscar crédito caro quando existe uma opção com taxa muito menor disponível.

Para aposentados e pensionistas do INSS, o empréstimo consignado INSS é uma das modalidades de crédito mais acessíveis do mercado: as parcelas são descontadas diretamente do benefício antes de ele cair na conta, o que reduz o risco para o banco e resulta em taxas significativamente menores do que as do crédito pessoal comum ou do rotativo do cartão.

Quem precisa quitar uma dívida cara, cobrir uma despesa de saúde ou reorganizar as finanças sem comprometer a tranquilidade do mês tem nessa linha uma alternativa mais gerenciável. A contratação pode ser feita de forma digital, sem sair de casa, com simulação gratuita antes de qualquer compromisso.

Como planejar o orçamento para essa fase da vida sem aperto

O ponto de partida é mapear o que entra e o que sai. Isso parece simples, mas a maioria das pessoas que chega à aposentadoria nunca fez esse exercício com detalhe.

Listar o valor líquido do benefício, identificar todas as despesas fixas mensais e colocar ao lado o que antes era pago pela empresa, mas agora precisa ser bancado do próprio bolso, dá uma visão clara do rombo real.

Com esse mapeamento em mãos, fica mais fácil decidir o que cortar, o que adaptar e o que priorizar. Plano de saúde, medicamentos e alimentação geralmente ficam no topo da lista de prioridades.

Lazer, viagens e presentes para a família podem ser planejados em cima do que sobra, não do que falta. Quem organiza o orçamento por prioridade consegue manter o padrão de vida com menos tensão, mesmo com uma renda menor.

Revisitar esse planejamento a cada seis meses também faz diferença. Os gastos mudam, o benefício pode ser reajustado, novas despesas surgem.

Manter o orçamento atualizado é o que garante que a aposentadoria seja um período de tranquilidade de verdade, e não só no nome.

O orçamento dessa fase não precisa ser apertado por falta de informação. Com as despesas mapeadas e as prioridades definidas, as escolhas ficam mais claras, e a margem para tomar boas decisões financeiras cresce junto.

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