Notícia
Durante a campanha de prevenção do Julho amarelo, a Secretaria Estadual de Saúde Sesau), a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e o Núcleo Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Hepatites Virais incentivarão servidores do setor para detectar sintomas da doença. O Dia Mundial de Luta contra Hepatites é 28 deste mês.
Eu me previno, eu me testo, eu me conheço é o lema da campanha. Na internet: #partiuteste
“Não podemos pensar apenas no paciente, mas, principalmente, nos funcionários, porque temos um grande número deles adoecidos. Vamos reativar uma enfermaria no HB [Hospital de Base] para atendê-los permanentemente”, anunciou a diretora-adjunta do hospital, Joelma Sampaio do Nascimento.
O tratamento das hepatites virais [infecções que atacam o fígado] é um direito de todo cidadão assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Sesau pretende assegurar qualidade de vida no trabalho de suas equipes hospitalares, de unidades básicas e postos.
Os testes rápidos das hepatites B e C são gratuitos, confiáveis, com resultado em até 30 minutos, e estão disponíveis nas unidades básicas de saúde. Existe vacina contra a hepatite B [zero a 49 anos de idade].
Pessoas que fizeram sexo sem preservativo, compartilharam agulhas, seringas, escova de dentes, alicates de unhas, lâminas de barbear ou de depilar, submeteram-se a tatuagens, colocaram piercing ou receberam transfusão de sangue antes de 1993 devem procurar imediatamente uma unidade de saúde. É que anteriormente a essa década não havia teste para garantir que o sangue transfundido estava livre do vírus.
A hepatite B é uma infecção sexualmente transmissível. Também pode ser transmitida por sangue e por materiais perfurocorantes contaminados. Joelma Nascimento exemplificou o perigo de contaminação, mencionando uma situação ocorrida no manuseio de um lençol e nos cuidados do fisioterapeuta com a perna de uma paciente internada. “A pessoa feriu-se com instrumento perfurocortante e contraiu a doença”, disse.
O médico Natanael da Costa Arruda, chefe do Núcleo Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais alertou em palestra servidores do HB a respeito dos os tipos de hepatite e a disseminação da sífilis [que tem cura se for imediatamente tratada]. “Precisamos chacoalhar pessoas para receber atendimento, e nisso temos que envolver famílias, servidores e até o Ministério Público se preciso for”, observou.
Fulminante
Natanael explicou hepatites, genótipos [conjunto formado pelos genes de um indivíduo que não são modificados naturalmente] e manifestações clínicas. Alertou para a hepatite fulminante, que em 60% dos casos leva a pessoa à sonolência, coma e a óbito.
Lembrou que 500 mil pessoas morrem de hepatite a cada ano, no mundo, “muito mais que por HIV”, enquanto 400 milhões de pessoas tiveram ou estão em contato com a hepatite B.
“A hepatite A tem média de cinco casos a cada cem mil habitantes. Em Rondônia, 82% dos casos concentram-se em 15 municípios, abrangendo a faixa acima dos 35 anos. Porto Velho está à frente, com a metade desse percentual”, informou.
“E a hepatite Delta, que só ocorre em Rondônia e no Acre, mas já exporta casos, também preocupa”, comentou Natanael.
Parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz Rondônia (Fiocruz-RO), Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Laboratório de Virologia Molecular do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) permitiu a conclusão de 50% das investigações.








