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A presença de engenheiros bolivianos, acadêmicos da UNIR e profissionais de todo o estado reforçou a relevância do evento como um dos mais importantes fóruns da categoria na região Norte do país.
ROLIM DE MOURA, RO – O auditório da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), no Campus de Rolim de Moura, tornou-se palco de um encontro que transcendeu fronteiras profissionais e geográficas nos dias 12 e 13 de junho de 2026. O XVIII COESENGE – Congresso Estadual dos Engenheiros do Estado de Rondônia, realizado pela Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de Rondônia (SENGE-RO), marcou não apenas a celebração dos 41 anos da entidade sindical, mas também a consolidação de uma integração amazônica entre Brasil e Bolívia no campo da engenharia.
O evento, patrocinado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (CREA-RO), com apoio da Mútua e da UNIR, reuniu uma expressiva delegação de engenheiros e convidados vindos de Porto Velho, profissionais de diversas cidades do interior de Rondônia e, em caráter inédito, uma comitiva internacional de engenheiros bolivianos da cidade de Riberalta, no departamento de Beni.
A presença dos engenheiros bolivianos Oscar Justiniano Riveros, Nelson David Cuellar e Ronald Galvez conferiu ao congresso uma dimensão internacional estratégica. Profissionais atuantes em Riberalta – cidade boliviana localizada na Amazônia e próxima à fronteira com Rondônia –, eles compartilham com o estado brasileiro desafios comuns em infraestrutura, desenvolvimento sustentável, manejo de recursos naturais e fiscalização profissional. A participação dos colegas bolivianos reforçou a vocação regional do COESENGE e abriu espaço para discussões sobre a atuação conjunta de engenheiros em territórios de fronteira, onde questões ambientais, logísticas e de desenvolvimento socioeconômico exigem cooperação técnica entre nações vizinhas.
De Rolim de Moura, participaram do congresso não apenas profissionais registrados no sistema Confea/Crea, mas também um expressivo contingente de acadêmicos dos cursos de Agronomia e Engenharia Florestal da UNIR Campus Rolim de Moura, que lotaram o auditório para acompanhar de perto as palestras e os debates – uma demonstração clara da integração entre universidade e exercício profissional.
Ao longo dos dois dias, o congresso promoveu um ciclo robusto de palestras com grandes nomes da engenharia nacional e regional, abordando temas essenciais para o exercício profissional no século XXI. A programação incluiu a palestra "A Mulher na Engenharia - Violência Contra as Mulheres", ministrada pelas engenheiras agrônoma Ana Cecília da S. Mendes e engenheira florestal Renilda Aires; a apresentação "Estrutura Organizacional da Engenharia – Legislação e Ética Profissional", com o engenheiro florestal Nilton Cesar, coordenador de Comissões do CREA-RO; a palestra "Importância da Organização Sindical na Vida do Engenheiro", conduzida pelo engenheiro eletricista Ildefonso Madruga, presidente do SENGE-RO; e "Tecnologia Aplicada à Perícia Criminal – Engenharia como Ferramenta de Justiça", apresentada pelo engenheiro eletricista Marcos Antônio Marinho, coordenador da CEEE do CREA-RO.
O momento mais aguardado do evento foi a Palestra Magna "A Engenharia e a Defesa da Soberania Nacional", proferida pelo engenheiro eletricista e bacharel em História Roberto Freire, presidente da FISENGE. Em sua fala, Freire destacou o papel estratégico dos engenheiros na construção de um projeto nacional de desenvolvimento que respeite a soberania brasileira, especialmente em regiões de fronteira como a Amazônia. "A engenharia não pode se limitar à técnica: ela precisa pensar o Brasil, defender os recursos naturais do nosso país e garantir que as obras e os projetos de infraestrutura atendam aos interesses da população brasileira, e não a interesses estrangeiros", defendeu o presidente da FISENGE, ressaltando que a categoria tem responsabilidade direta na proteção do patrimônio nacional e na promoção de políticas públicas que fortaleçam o desenvolvimento regional.
A programação continuou com o Tema I – "Organização Sindical: Fortalecimento Sindical e Valorização da Negociação Coletiva", conduzido pelo engenheiro eletricista, arquiteto e urbanista Hélio Bastos; e o Tema II – "Políticas Públicas: Emergência Climática e Segurança Alimentar", com o engenheiro geólogo Amílcar Adamy, que trouxe reflexões sobre o papel da engenharia no enfrentamento das mudanças climáticas e na garantia da segurança alimentar em um cenário de crises globais.










