Notícia
O governo de Rondônia incentiva a instalação de empresas no estado com adoção de isenção fiscal que chega a 85% do principal imposto estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e desde agosto do ano passado, com a alteração na lei, ampliou de 10 para 15 anos o prazo concedido para esse benefício.
Para conseguir o incentivo fiscal, que abrange três patamares, o empreendedor deve atender a critérios que dizem respeito à geração de empregos, valor do investimento e condições de trabalho ofertadas. A solicitação do benefício é feita mediante carta-consulta à Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder), que encaminha o pedido à Secretaria de de Estado de Finanças (Sefin), que o submete ao Conselho de Incentivos Tributários (Consit) para parecer.
“O parecer será apreciado pelo Conselho de Desenvolvimento de Rondônia, Conder, presidido pelo governador e constituído por órgãos estaduais e membros da sociedade civil organizada, que se reúne bimestralmente”, explicou o titular da Suder, Basílio Leandro de Oliveira.
Segundo ele, na próxima reunião, em 9 de maio, serão avaliados processos e projetos acumulados de março até agora. No prazo máximo de 60 dias o empreendedor tem resposta ao pedido do benefício.
Agora, a pedido do governador Confúcio Moura, a Suder coordena o processo de nova alteração nas regras de incentivo fiscal. Basílio Leandro acredita que na próxima reunião do Conder a minuta dessa alteração deve ser apresentada.
“Vamos prestigiar projetos que tenham responsabilidade ambiental, projetos de empresas que tenham geração de energia própria, renovável, e prestigiar também atividades que façam a contratação de mão de obra de apenados”, antecipou Basílio, afirmando que muitos estados já adotam incentivo a empreendimentos que valorizem o meio ambiente.
“São questões que a nossa legislação atual não contempla, mas vamos fazer com que sejam contempladas”, disse o superintendente, que prefere não antecipar benefícios porque mantém conversas com sindicatos das industrias, Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), Sebrae e Fecomércio para colher propostas sobre o tema. Basílio acredita que até julho o governo de Rondônia terá a lei aprovada.









