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Durante o painel de Meio Ambiente e Sustentabilidade, o presidente do instituto, Édison Carlos, abordou os desafios da infraestrutura na Região Norte e como o acesso à água e esgoto previne doenças e protege os recursos naturais.
A relação fundamental entre a preservação ambiental, a saúde pública e a atuação jurídica foram o tema central do painel "Meio Ambiente e Sustentabilidade", realizado no 1º Congresso Estadual do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), em Porto Velho nesta quinta-feira (11). O evento, que reúne membros do sistema de justiça, especialistas e a sociedade civil, contou com a palestra de Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea — braço social do grupo Aegea, que atua para levar saneamento em municípios rondonienses como Ariquemes, Buritis, Jaru, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.
Sob o tema "Cenário do Saneamento Básico no Brasil e suas Regiões - Desafios e Benefícios desta Infraestrutura", a apresentação trouxe à tona os dados desafiadores da Região Norte, onde apenas 62,8% da população conta com água tratada e somente 16,6% possui coleta de esgoto. O Instituto apresentou o movimento nacional Saneamento Salva e sua plataforma digital (www.saneamentosalva.com.br), pensada como ferramenta de conscientização e mobilização social.
O debate destacou que a ausência de tratamento de esgoto gera um ciclo destrutivo: polui os mananciais e o solo da região amazônica ao mesmo tempo em que superlota os hospitais brasileiros com 344 mil internações por doenças de veiculação hídrica apenas no último ano. Por outro lado, estudos apresentados mostram que a expansão da infraestrutura reduz em até 69,1% as taxas de internação hospitalar em 36 meses, aliviando o Sistema Único de Saúde (SUS).









