Notícia
As terras onde o indígena conhecido como “Índio Tanaru” ou “Índio do Buraco”, último sobrevivente de seu povo que viveu sozinho e isolado há quase 30 anos em Rondônia, foi transformada em parque estadual através de um decreto publicado no Diário Oficial da União na quinta-feira (11).
Até então, a terra era alvo de disputa judicial, reivindicada por fazendeiros. O decreto permite que as propriedades privadas dentro dos limites do parque sejam desapropriadas e prevê o uso das Forças Armadas, se necessário.
As terras possuem cerca de 8 mil hectares e se espalha por quatro municípios de Rondônia: Chupinguaia, Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste. A área passa a se chamar Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru.
Um dos objetivos da criação da unidade é preservar a memória do “Índio do Buraco” e de seu povo, considerado extinto, protegendo os sítios arqueológicos e áreas de relevância histórica.
Desde que o indígena foi visto pela primeira vez, mais de 50 incursões de monitoramento foram realizadas pela Funai na floresta. Segundo o órgão, ao longo de 26 anos, 53 habitações do "Índio Tanaru" foram encontradas e todas seguiam o mesmo padrão arquitetônico: uma única porta de entrada/saída e sempre com um buraco no interior. Daí que surgiu seu nome.









