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A Assembleia Legislativa aprovou na sessão desta quarta-feira (11), com emenda para garantir a participação de representantes do Legislativo no Conselho Estadual de Política Agrícola para Florestas Plantadas, o Projeto de Lei 85/16, que autoriza o Executivo a instituir a Política Agrícola para Florestas Plantadas.
O conselho, integrado por representantes das Secretarias do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), da Agricultura (Seagri), do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), representantes de instituição de ensino e pesquisa, dos produtores de florestas plantadas, passa a ser integrado, também, por um membro titular e outro suplente da ALE.
A medida, de acordo com a mensagem do Executivo nº 209, de 21 de outubro de 2015, tem o objetivo de fortalecer os processos produtivos e integração lavoura-pecuária-florestas (ILPF) ou sistemas florestais, incluindo principalmente os pequenos produtores no ciclo produtivo e de preservação do meio ambiente.
A nova política, além de assegurar o ciclo de desenvolvimento a partir da conservação de florestas nativas e de espécies de plantio, permite ao governo estadual atuar na legalização e o fomento de novos plantios de florestas. “A regulamentação vai gerar desenvolvimento rural integrado a outras cadeias produtivas, promovendo recuperação de áreas degradadas”, destacou o coordenador estadual de Floresta Plantada da Sedam, engenheiro florestal Edgar Menezes Cardoso.
Destacando a sustentabilidade como maior vantagem no plantio de floresta, Cardoso explicou que as empresas lucram e geram empregos e renda, causando o mínimo impacto ao meio ambiente, processo que poderá, inclusive, associar este padrão de floresta como fonte de energia renovável e na absorção do gás carbônico
As áreas de florestas plantadas já existentes em regiões como as de Ouro Preto D’Oeste (Central) e Sul do estado são apontadas como uma “poupança verde” por empreendedores do setor.
O eucalipto e o pinus, por exemplo, respondem melhor em solo mais arenoso, mais pobre em nutrientes. Já a teca e o pinho cuiabano são espécies bem exigentes em relação à fertilidade da terra”, afirmou o engenheiro florestal.
O plantio de florestas é um excelente negócio a longo prazo e garante ganhos financeiros acima da média, especialmente ao pequeno produtor, que deve iniciar esse novo modelo econômico sem que a atividade desenvolvida no sítio seja afetada. Esta afirmação ecoa dos principais plantadores de floresta nas regiões de Pimenta Bueno, Vilhena, Ji-Paraná e Ouro Preto d’Oeste, que buscam mais parceiros na construção de um cinturão verde nas áreas degradadas.
O processo de extração e beneficiamento da madeira sofreu uma inversão, e agora a maior parte da madeira para exportação vem da floresta plantada, que oferece atrativos geradores de renda, como o beneficiamento, a goma-resina e o sequestro de carbono.
Antônio Marques, um dos maiores plantadores de pinus no estado, garante que plantar floresta é fácil, porém, é importante o acompanhamento técnico para obter os resultados desejados. As espécies comerciais já estão definidas e devem ser plantadas conforme o tipo de solo na região.
“É uma poupança verde. Além do ganho, o produtor rural não precisa desmatar, e contribui na recuperação de área degradada. É extremamente viável”, avalia o gerente Operacional, Gefeson Melo, do grupo Eletrogoes, empresa que vem pesquisando e selecionando o melhor da espécie em laboratório próprio, desde 2008, na região de Pimenta Bueno.









