Notícia
A Energia Sustentável do Brasil (ESBR) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Rondônia) realizou o “Dia de Campo de Banana” no Projeto Piloto da UHE Jirau, localizado a 6,5 km de Nova Mutum Paraná. O evento contou com a participação dos produtores do Reassentamento Rural Coletivo (RRC) Vida Nova, além dos produtores de várias regiões do estado, que aproveitaram para adquirir mais conhecimento sobre o cultivo da banana, uma das frutas mais consumidas no Brasil.
Durante o treinamento, realizado no dia 6 de maio, os produtores puderam conhecer o avanço da pesquisa, que estuda 27 genótipos de banana. Segundo o Pesquisador da Embrapa, José Nilton Medeiros Costa, a pesquisa vai mostrar quais são as espécies mais resistentes a doenças como Sigatoka Negra e Mal do Panamá e que ao mesmo tempo têm alta produtividade e qualidade do fruto. O pesquisador disse que o estudo com a banana começou em janeiro de 2013 e nesses três anos de plantio os resultados são bem satisfatórios.
Outro ponto positivo destacado por José Nilton é acerca dos métodos de aplicação de fungicidas. De acordo com Nilton, o número de aplicações foi reduzido significativamente e hoje as aplicações são feitas apenas em pontos localizados. Com isso, a fruta tem maior aceitação de mercado e o custo da produção também é menor para o produtor.
O Analista de Socioeconomia da Embrapa, Calixto Rosa Neto, explicou aos produtores como funciona o mercado de banana no Brasil e em Rondônia, onde a realidade é praticamente a mesma do restante do país. Com base em dados estatísticos fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), a produção de banana
em Rondônia ano referência 2014/2015 foi de 78.160 toneladas. Os grandes supermercados importam 4.807 toneladas e o consumo no estado é de 12.000 toneladas. Somando a produção mais a importação e diminuindo o consumo, sobram 70.800 toneladas de banana, que segundo o analista não existe ainda um estudo para saber quais os percentuais de perda por etapa. Mas sabe-se que a banana tem perda desde a colheita, passando pelo transporte e chegando às bancas dos estabelecimentos comerciais.









