Notícia
Em um esforço para proteger os interesses da advocacia e da população rondoniense, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB/RO) interpôs um pedido de reconsideração contra a decisão que autorizou a fusão da Procuradoria da República no Município de Vilhena com a Procuradoria da República em Rondônia. Na prática, o Ministério Público Federal passaria a funcionar apenas na capital para atender toda a demanda do estado.
A OAB alega que esta medida, que resultaria na supressão da unidade de Vilhena, possui implicações adversas que vão além do setor jurídico, afetando também o acesso à justiça e os serviços fundamentais prestados à comunidade.
Para o presidente Márcio Nogueira, o movimento da OAB surge com base na sua obrigação, conforme o Estatuto da Advocacia, de garantir a observância das leis e a proteção das prerrogativas da classe. “A OAB, que não foi consultado durante o processo de decisão sobre a fusão, busca agora evidenciar o potencial impacto negativo da medida e, portanto, pede essa reconsideração”, esclarece.
A fusão proposta significa que a população de Vilhena e região teriam que se deslocar para Porto Velho para acessar serviços do Ministério Público Federal (MPF). Esse deslocamento representaria não apenas um inconveniente, mas também uma barreira para muitos cidadãos em busca de justiça.
Além disso, a OAB destaca que a presença física do MPF nas localidades é essencial para estabelecer um vínculo com a comunidade e compreender suas necessidades específicas. “Essa conexão é vital para promover a cultura de paz, estabilidade e defesa dos direitos fundamentais”, pontua a vice-presidente da OAB, Vera Paixão, que tem residência em Vilhena.







