Notícia
O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) instaurou um processo ético-profissional para apurar a conduta de três médicos denunciados por uma mulher que afirma ter sido submetida a uma laqueadura sem autorização durante um parto realizado na Maternidade Municipal de Ji-Paraná, em 2021.
Após analisar a denúncia, os documentos apresentados e as manifestações dos profissionais envolvidos, o Cremero concluiu que existem indícios suficientes para aprofundar a investigação sobre a atuação dos médicos Eliedson Vicente de Almeida, Jozelida Bitencour Miranda da Silva e Geraldo Carvalho de Alencar.
O conselho ressalta que a abertura do processo não representa condenação ou reconhecimento de culpa, mas sim o início da fase de instrução para verificar se houve infração ao Código de Ética Médica.
Médicos apresentaram versões sobre o procedimento
Em manifestação ao Cremero, a médica Jozelida Bitencour Miranda da Silva informou que participou da cirurgia como auxiliar e afirmou que a paciente, então com 42 anos, apresentava um quadro grave de pré-eclâmpsia, motivo pelo qual o obstetra responsável teria decidido realizar a laqueadura durante a cesariana.
Já o médico Eliedson Vicente de Almeida declarou que a paciente chegou ao hospital com pressão arterial elevada e necessitava de uma cesariana de urgência. Segundo ele, a decisão pela esterilização foi tomada em razão do estado clínico da paciente, da idade e dos riscos de uma futura gestação.
O profissional afirmou ainda que a paciente teria concordado verbalmente com o procedimento, mas que não houve assinatura do termo de autorização devido à urgência do caso.
Em relação ao médico Geraldo Carvalho de Alencar, o relatório do Cremero aponta uma possível falha no preenchimento do prontuário médico, por ausência de registros sobre as queixas da paciente, exame físico e conduta adotada.







