Notícia
A Justiça Federal em Rondônia determinou que a concessionária Santo Antônio Energia S.A. (SAE) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) elaborem e implementem um plano de controle ambiental para conter a infestação de mosquitos do gênero Mansonia nos assentamentos Joana D’Arc I, II e III, em Porto Velho.
A decisão, proferida no dia 28 de agosto pela 5ª Vara Federal Ambiental e Agrária, acolheu parcialmente uma ação civil pública ajuizada em 2016 pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO).
Reclamações da população
O processo teve origem em denúncia de 141 moradores da região, que relataram uma proliferação anormal e persistente de mosquitos após a formação do reservatório do Complexo Hidrelétrico Santo Antônio. Segundo os relatos, a infestação trouxe prejuízos à saúde, à qualidade de vida e à economia das famílias, caracterizando um quadro de “calamidade de saúde pública”.
De acordo com a perícia realizada no processo, o ambiente aquático favoreceu a reprodução das larvas dos mosquitos, especialmente pela presença de macrófitas flutuantes, que deveriam ter sido controladas conforme exigia o licenciamento ambiental da usina.
Responsabilidade e condenações
A Justiça entendeu que tanto a SAE quanto o Ibama foram omissos: a empresa não cumpriu o Programa de Monitoramento de Macrófitas, enquanto o órgão ambiental falhou na fiscalização das condicionantes da licença de operação.








