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O governo da Indonésia aumentou de 20 mil para 100 mil a cota anual de importações de carne bovina do Brasil. A medida, válida até 31 de dezembro deste ano, abrange 20 frigoríficos nacionais habilitados para embarcar produtos com certificação halal, que seguem as exigências das leis islâmicas vigentes no país asiático. O Ministério da Agricultura brasileiro já foi comunicado do aumento e confirmou a informação ao Valor.
Na relação de plantas brasileiras que poderão acessar a cota para vender à Indonésia estão quatro da JBS, em Goiânia, Marabá (PA), São Miguel do Guaporé (RO) e Vilhena (RO), seis da Minerva, em Rolim de Moura (RO), Palmeira de Goiás (GO), Mirassol D'Oeste (MT), Araguaína (TO), José Bonifácio (SP) e Janaúba (MG), e três da Marfrig, em Tangará da Serra (MT), Promissão (SP) e Chupinguaia (RO).
Também estão na lista os frigoríficos da Frigon, em Jaru (RO), da Maxi Beef, em Carlos Chagas (MG), Astra, em Cruzeiro do Oeste (PR), Barra Mansa, em Sertãozinho (SP), Mercúrio, em Xinguara (PA), Frigol, em Água Azul do Norte (PA), e Vale Grande, em Matupá (MT).
Ao todo, o Brasil tem 21 frigoríficos habilitados para exportar carne bovina para a Indonésia - apenas a unidade da Marfrig localizada em Várzea Grande (MT) ficou de fora. Neste ano, o país asiático habilitou 11 novas plantas, o que aumentou a possibilidade de as empresas brasileiras ampliarem suas vendas aos indonésios.
Em 2019, quando a Indonésia abriu seu mercado para a carne bovina brasileira, os frigoríficos nacionais exportaram 3,5 mil toneladas (US$ 15,1 milhões) para o país. Em 2020, foram 4 mil toneladas (US$ 15,6 milhões), e em 2021, 16,6 mil toneladas (US$ 87,9 milhões). No ano passado, as vendas para os indonésios chegaram a 20,4 mil toneladas, que renderam US$ 110,1 milhões.








