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O estado futuro terá estrutura híbrida para assimilar o relacionamento com outras instituições, como as Organizações Não Governamentais (ONGs) e, consequentemente, evoluir em eficácia. A previsão foi feita, nesta quinta-feira(25), por Humberto Falcão Martins, em palestra proferida durante o III Seminário de Gestão Pública, no Teatro Guaporé. O evento é destinado a secretários de estado, secretários adjuntos e chefes dos demais órgãos públicos estaduais.
A avaliação do palestrante, que é doutor em administração, além de autor de vários livros sobre gestão pública, foi uma resposta ao questionamento formulado pelo governador Confúcio Moura, a respeito da importância do Terceiro Setor na administração pública. Confúcio avalia que a estrutura estatal necessita deste suporte, que em determinadas circunstâncias, oferece mais agilidade e eficiência.
A gestão de relacionamento, que se abre para que outras instituições contribuam para oferecer a melhor resposta às demandas sociais, segundo o Humberto Martins, é uma tendência em evolução. Ele destacou que já existem resultados práticos positivos deste modelo, “que precisa ser avaliado sem medos ou paixões”. Humberto Martins admitiu que os órgãos de controle externo costumar vem com desconfiança o relacionamento entre administração pública em ONGs. “Mas, o sistema híbrido é, sem dúvida, uma tendência para o futuro”, acrescentou.
Em outra pergunta formulada pelo governador, o especialista concordou que a avaliação de desempenho o serviço público é possível, mas que deve levar em consideração múltiplos aspectos para fazer bem à instituição e à autoestima individual.
A palestra com o tema ‘O que a sociedade espera das instituições”, apresentada por Humberto Martins, foi iniciada exemplificando que o Ideal da Boa Vida, instituída pelos gregos há mais de dois mil anos e que está fincada sob a tríade Saúde, Paz e Prosperidade, é anseio social.
O tema foi dividido em quatro itens – Qualidade e Capacidade Institucional, Relacionamento e Colaboração, Desempenho e, finalmente, Valor Público. Após abordar cada um destes aspectos, Humberto Martins revelou que estão interligados e que o último deles, Valor Público, é a avaliação que a sociedade faz da gestão estatal.









