Notícia
De Chupinguaia, a 659 quilômetros de Porto Velho, às escolas da Capital, o portalDiário Eletrônico consolida em tempo real a construção de um banco de dados que, há três anos, atende ao Governo de Rondônia e ao Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação.
Em 2016, o programa revela a situação de 181.526 alunos em 306 escolas. Prevê-se que ele alcance até 2017 o total de 441 escolas cadastradas, inclusive em terras indígenas.
“É um produto nosso, que atende tanto o aluno quanto a equipe pedagógica, fortalecendo a transparência defendida pelo governador Confúcio Moura”, diz Lia Linhares, responsável pelo treinamento de equipes pedagógicas em Porto Velho e no interior do Estado.
Elas se distinguem pela formação de multiplicadores nas coordenadorias regionais de ensino (CREs). Cada coordenador pedagógico é treinado para ensinar outros funcionários a alimentar o sistema.
Pelo programa, Seduc e Inep dispõem de dados da escola [com localização exata pelo Google]; dados do aluno [notas e frequência]; dados completos do professor e dados dos servidores de apoio.
O programa governamental de Infovias [internet em alta velocidade] tornou-se possível depois da contratação de serviços de reparo e manutenção do anel de fibra óptica em Porto Velho.
No ano passado, Rondônia passou a usar conexão de fibra óptica da Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras) com velocidade de tráfego de 1 Gigabit, aumentando a transmissão de dados com o restante do Brasil e com o mundo.
O Diário Eletrônico funciona na Coordenação de Tecnologia, Informação e Comunicação (CTIC) da Seduc, no 1º andar do Edifício Guaporé (Complexo Rio Madeira), no Bairro Pedrinhas.
Gerido por uma equipe de seis funcionários, ele abrange também escolas distritais e rurais e serve ainda à mediação tecnológica, que chega às terras indígenas.
No entanto, ainda existem “altos e baixos” a serem solucionados. Há também o que comemorar, quando se analisa a situação de áreas isoladas: em Querência do Norte, distrito de Primavera de Rondônia, a 543 quilômetros de Porto Velho, o sinal é tão bom quanto na Capital. O mesmo ocorre em no distrito de Rondominas [município de Ouro Preto do Oeste] e em Boa Esperança, distrito de Chupinguaia, por onde se chega percorrendo uma estrada de chão.
Quando a antena VSat foi instalada na terra dos índios Amondowa, em Mirante da Serra [leste rondoniense], a CTIC percebeu mudanças no tratamento costumeiro dado a visitantes. “Fomos muito bem recebidos nas salas de aulas”, ela conta.
“O mesmo tratamento dado aos municípios é dado também aos distritos, mesmo que o acesso seja difícil e exista ali apenas uma escola”, garante Lia.









