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De acordo com Cirone, em muitas regiões do estado “as pessoas estão desanimadas, desamparadas, inseguras, sem saber como produzir”, disse.
A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia realizou, nesta quinta-feira (18), uma audiência pública para debater o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Rondônia – ZSEE. O deputado estadual Cirone Deiró, pré-candidato a vice-governador pela Federação União Progressistas, expressou grande preocupação com o que classificou como uma “grave ameaça a diversos municípios, que poderão sucumbir”.
De acordo com Cirone, em muitas regiões do estado “as pessoas estão desanimadas, desamparadas, inseguras, sem saber como produzir”, disse. “Elas estão muito preocupadas com a ameaça que poderão sofrer numa possível intervenção da Polícia Militar, dos órgãos ambientais, da Sedam, do IBAMA, do ICMBio, retirando essas pessoas de dentro de casa e fazendo com que elas não possam mais produzir em Rondônia”.
O deputado lembrou que “a CPI realizada com esse objetivo, por mais de dois anos e meio, já mostrou as irregularidades. A CPI constatou que essas reservas foram criadas irregularmente”, afirmou. “Agora precisamos dessa união de esforços, de todos os poderes, juntamente com a nossa sociedade produtiva, com a agricultura familiar, com o pequeno produtor, o médio, o grande produtor, para buscar uma solução”.
A audiência foi conduzida pelo presidente da ALE-RO, deputado Alex Redano, e além dos deputados estaduais, teve a participação de prefeitos, vereadores e lideranças de produtores rurais, além de políticos e especialistas como o ex-ministro Aldo Rebelo, o ex-governador Daniel Pereira e membros da bancada federal de Rondônia, em um plenário completamente lotado por dezenas de convidados.
INSEGURANÇA JURÍDICA
“De acordo com o zoneamento feito em 2000, diversas áreas eram consideradas improdutivas no estado de Rondônia”, afirmou Cirone. Mas hoje, com o avanço da tecnologia, com novos equipamentos e os investimentos em inovação, nós temos áreas consideradas altamente produtivas, mas as pessoas não têm segurança jurídica para produzir nessas áreas, não podem fazer um fomento, porque o zoneamento considera que estão cultivando em áreas ilegais”.







