Notícia
O jovem estava na droga. Amparado e medicado, enquanto deixava o vício, ingressou no curso de pintura de parede, e conseguiu se empregar. Nessa nova rotina, o Centro de Referência de Prevenção e Atenção à Dependência Química (Crepad) tenta encaminhar dependentes químicos em recuperação para preencher vagas de trabalho em empresas.
Em 2015, a rede de atenção social atendeu a 405 pessoas para tratamento clínico decorrente ou não da dependência química. De janeiro a dezembro, 4.104 receberam socorro. Exames de sífilis, HIV e hepatite C estão incluídos.
Esse é um dos retratos da recuperação de pessoas que diversificam o atendimento da Superintendência Estadual de Políticas Sobre Drogas (Sepoad). Um ano depois de assumi-la, o gestor Waldo Alves acredita que no Crepad é possível amenizar o sofrimento de pais e mães de dependentes, desde que eles recuperem a saúde e se disponham também a estudar.
O governo estadual investe, mensalmente, R$ 1,4 mil por pessoa no acolhimento em regime de residência, em seis comunidades terapêuticas credenciadas para tratamento de dependentes químicos. Nesses locais, eles podem permanecer até nove meses.
Em pontos mapeados de Porto Velho, outra equipe distribui sanduíches e o Guia de Bolso do Crepad com informes sobre comunidades terapêuticas; de atendimento psicossocial [701 em 2015]; e da abordagem domiciliar motivacional do grupo Anjos da Paz, que sensibiliza dependentes impossibilitados de ir à sede do Crepad a fazer o tratamento voluntário.
Nas ruas, as equipes também constatam a necessidade de documentos [2ª via de cédula de identidade e certidão de nascimento], oferecem auxílio para exames médicos gerais, oficinas de violão, artesanato e outros serviços.
Sete comunidades terapêuticas no estado têm, atualmente, cerca de 140 assistidos. No relatório de metas alcançadas em 2015 constam 1.887 atendimentos por grupos terapêuticos. O recorde (201) foi em agosto do ano passado.
Abre-se uma porta, veem-se jovens aprendendo música, abre-se outra, e um sorridente grupo de mulheres prepara a sopa com arroz, feijão, batatinha, legumes e temperos que será servida para moradores de rua na estação rodoviária da capital.
Documentados e educados, os jovens estão a meio caminho do emprego. Aos que têm idade a partir de 14 anos, o Crepad lhes reserva o programa Adolescente Aprendiz; e aos que inteiram 18, o mercado informal pode recebê-los.
A assistência social totalizou 880 atendimentos familiares em 2015. O atendimento psicossocial teve 701 pessoas; 22 necessitaram de serviços médicos e três foram encaminhadas à Defensoria Pública.
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