Notícia
Solos exauridos, nascentes sem água e baixa produtividade são desafios enfrentados por diversos produtores rurais em todo o país. Diante deste cenário, seu Manoel Vieira, agricultor familiar de Novo Horizonte do Oeste, viu na restauração a possibilidade de reverter essa realidade. Unidos ao seu desejo o apoio do projeto Viveiro Cidadão, ele viu a floresta brotar de novo em sua propriedade e, junto com ela, a disponibilidade de água em abundância na nascente que havia secado.
Conheça essa e outras quatro histórias de pessoas que superaram adversidades e transformaram suas vidas e dos locais onde vivem ao promover a conservação do meio ambiente. A nova coleção “O que as pessoas fazem pelo clima”, organizada pelo Projeto Semeando Água, uma iniciativa do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, está reunida em uma plataforma de dados que compartilha histórias a partir de mapas, textos, imagens e outros conteúdos multimídia.
As histórias contadas são frutos de cinco projetos da linha Florestas patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental. Os projetos realizados em diferentes biomas têm como objetivo comum a restauração de ecossistemas, regulação do clima e geração de renda de forma sustentável. São eles: Semeando Água, Florestas de Valor, Viveiro Cidadão, Raízes do Purus e No Clima da Caatinga. Os benefícios observados pelos moradores dos territórios vão muito além de suas áreas, contribuindo para redução dos impactos das mudanças climáticas.
Na Amazônia, três destes projetos contam como ao combaterem o desmatamento trouxeram água e alimentos saudáveis para as pessoas. Em Rondônia, o retorno da floresta trouxe a água de volta a seu Manoel. A principal nascente da propriedade já não tinha mais água, recurso essencial para o desenvolvimento da pecuária, que foi por anos a principal fonte de renda da família. Em seus 38 anos morando no território, o agricultor presenciou várias mudanças, principalmente na paisagem. Viu o desmatamento avançar sobre a floresta e ter como consequência a escassez de água.
Através da parceria com o projeto Viveiro Cidadão, executado pela Ecoporé - Ação Ecológica Guaporé, seu Manoel conseguiu mudas, assistência técnica e participou de intercâmbios de troca de experiências e dias de campo com cursos para trazer a água de volta.
A restauração florestal da área onde está a nascente na propriedade vem promovendo ao longo dos anos o incremento de estoques de carbono, a redução de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), a formação de corredores ecológicos e a conservação da biodiversidade. Para seu Manoel “não foi trabalho, foi uma ação divina”, que ele recomenda a outros agricultores.
Acesse o Storymap e veja a transformação da paisagem na propriedade do seu Manuel.
No sul do Amazonas, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) da Terra Indígena (TI) Caititu, do povo Apurinã, fornecem alimentos saudáveis para as aldeias e recuperam solos exauridos. O extremo norte da terra está localizado a apenas 1,5 quilômetros do centro de Lábrea, que lidera o ranking das 50 cidades brasileiras que mais desmataram nos últimos quatro anos, segundo levantamento do MapBiomas.










