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Joselita Félix da Silva, de 47 anos, assassinada a pauladas na manhã de domingo pelo ex-marido, em Candeias do Jamari
Rondônia é o quinto Estado com maior índice de violência contra mulher e o terceiro em estupros, de acordo com o ranking nacional. Em feminicídio, Rondônia detém a terceira maior taxa em toda a Região Norte. Em 2018, o Pará registrou 58 casos, o Acre 14, Rondônia 9 e Tocantins 6, como mostra os dados do Monitor da Violência. Segundo a professora e advogada de Direitos Humanos Catiene Santanna, essa estatística não é muito eficaz e que mais casos foram registrados de feminicídio. “Em 2018, cerca de 40 mulheres foram vítimas de feminicídio e em 2019 já temos números que se tornam alarmantes. Nós estamos em março e já temos cerca de três crimes constados em 2019”, informou Catiane, acrescentando que os números aumentam a cada dia.
A advogada de Direitos Humanos ainda explicou que o feminicídio é um crime previsível, tendo em vista que na maioria dos casos o agressor começa com xingamentos variados contra a vítima, apresenta ciúmes abusivos e passa para as agressões como empurrões e puxão de cabelo, e a partir daí as agressões vão aumentando. “Uma mulher quando ela está dentro de uma relação abusiva, ela não consegue visualizar o perigo, seja porque ela ama o agressor e acredita que ele vai mudar, seja porque ela depende financeiramente. Outro fator é a situação dos filhos. O agressor ele quer vitimizar a mulher e precisamos coibir isso”, salientou.
O feminicídio é a violência praticada contra a mulher no âmbito doméstico e familiar e pelo simples fato da pessoa ser mulher. “O feminicídio é a morte da mulher, seja no íntimo ou não. Uma terceira pessoa pode vir a matar uma mulher, sem necessariamente ter um vínculo familiar e doméstico. Matou simplesmente pelo fato de ser mulher. Então essa lei mudou e tipificou o feminicídio”, explica Catiene.







