Notícia
Carnaval se aproximando e neste período é comum que os foliões troquem inúmeros beijos na boca, assim como não dão a devida atenção a higiene bucal.
Mas o que muitos não imaginam é que todo cuidado é pouco, e que devem se atentar aos contatos bucais e ter cautela nesta época.
Gabriell Bonifacio Borgato, professor de Odontologia do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), alerta para as pessoas ficarem atentas ao aparecimento de feridas na região dos lábios e dentro da boca, principalmente nessa época de diversos contatos simultâneos. “O beijo na boca pode ser uma via de transmissão de inúmeras doenças infecciosas, principalmente se o indivíduo estiver com algum machucado nessa região”.
Borgato ressalta ainda que patógenos como vírus, bactérias e fungos podem ser transmitidos durante o beijo, mas os mais comuns são:
1. Mononucleose (doença do beijo): um vírus transmitido pela saliva, que pode causar mal-estar, febre, dores de cabeça e garganta, e placas brancas na garganta. Não há prevenção para esta doença, e o tratamento se baseia no controle dos sintomas.
2. Herpes labial: outro vírus que pode ser transmitido pelo contato durante o beijo. A manifestação mais comum é a de feridas nos lábios pós o aparecimento de pequenas bolhas, e que regridem e cicatrizam em alguns dias. Sua infecção inicial em quem nunca teve contato com o vírus pode causar alterações sistêmicas, como dor de cabeça, febre, mal-estar e feridas na cavidade oral.
3. Sífilis: infecção bacteriana mais conhecida por ser uma IST (infecção sexualmente transmissível), porém também capaz de ser transmitida pelo beijo. A infecção ocorre através de pequenas feridas na boca, e o curso da doença causa manifestações sistêmicas que podem levar à morte! O tratamento consiste no uso de antibiótico.







