Notícia
Durante quase seis décadas, Leandro Montes Silva viveu à margem da sociedade sem qualquer documento que comprovasse sua existência legal. Morador da zona rural de Nova Mamoré, em Rondônia, ele recebeu seu primeiro registro oficial apenas em dezembro de 2025, graças a uma atuação da Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO).
Sem saber ao certo sua origem, data de nascimento ou quem eram seus pais, Leandro cresceu em condições extremamente precárias. As memórias da infância são vagas e fragmentadas, e não há pessoas vivas ou em plena lucidez que consigam esclarecer sua história familiar. Ainda muito pequeno e sem qualquer amparo, ele passou a oferecer trabalho em troca de abrigo, nunca tendo sido adotado formalmente.
Segundo a defensora pública Eryca Rubielly, que acompanhou o caso, Leandro começou a trabalhar ainda criança.
“Por volta dos 9 anos, foi trabalhar na casa de um senhor, não como filho adotivo, mas para trabalhar com ele. Ninguém que é vivo hoje sabe quem são os pais dele, apenas ouviram falar que a mãe se chamava Maria”, relatou a defensora.
Para que fosse possível estabelecer sua idade aproximada, o processo contou com o testemunho de pessoas que conviveram com Leandro durante a infância, além de uma perícia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML). O laudo, elaborado por uma odontóloga do órgão, apontou que ele possui aproximadamente 56 anos de idade.









