Notícia
De acordo com o presidente da Associação Comercial de Guajará-Mirim, Deomi Cavalcanti Junior, o bom desempenho do comércio está sendo visto como um Natal fora de época. "Imóveis que estavam fechados estão sendo alugados para fazer essas vendas no varejo, inclusive de empresários vindo da capital do estado", afirma.
A movimentação no comércio local ainda surpreende os lojistas da cidade, que até então registrava uma inversão de economia. Até o final do ano de 2015, eram os brasileiros que atravessavam o Rio Mamoré para fazer compras na cidade boliviana de Guayaramerín.
Como o dólar subiu desenfreadamente, os produtos como eletrônicos e roupas ficaram mais caros e, com isso, os brasileiros deixaram de cruzar a fronteira para fazer compras. Com a queda nas vendas, muitas lojas de Guayaramerín fecharam as portas.
Segundo a comerciante Agondia Costa, que tem loja na cidade boliviana, as calçadas do país vizinho estão cada vez mais vazias. "Brasileiros já não estão vindo porque o dólar subiu muito e os brasileiros acham tudo caro aqui", diz.
Outro empresário boliviano que sentiu o peso da crise econômica foi Vladimir Torigo. "Eu falaria que mais da metade das lojas fecharam, ocasionando menos funcionários. Muita gente perdeu o emprego", revela.








