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A nova quimioterapia que promete matar o câncer

Pesquisadores estão otimistas com o desenvolvimento de conjugados anticorpos-droga projetados para eliminar as células cancerígenas

Fonte: DA VEJA
23/02/2023 20h 39min

Notícia

CÂNCER DE MAMA: doença é o pirncipal alvo da nova terapia de ADCs Getty Images/VEJA/VEJA

CÂNCER DE MAMA: doença é o pirncipal alvo da nova terapia de ADCs Getty Images/VEJA/VEJA


Um grupo de pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, anunciaram um importante passo para a árdua e desafiadora luta contra o câncer: novos conjugados anticorpo-droga (ADCs), que combinam proteínas protetoras à uma droga que mata o câncer.

Desenvolvidos por cientistas do Instituto Herbert Wertheim UF Scripps para Inovação e Tecnologia Biomédica, a nova e potente quimioterapia é direcionada para vários tipos de câncer, em especial, o de mama.

“No estudo, mostramos que podemos gerar ADCs com precisão de uma maneira diferente. É a capacidade de personalizar cada porção de forma bastante rápida”, disse Andrew D. Steele, pesquisador associado de pós-doutorado e um dos autores do artigo publicado no Journal of Medicinal Chemistry, que relata a primeira vez que esse tipo específico de droga para matar o câncer é usado para desenvolver um ADC.

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No trabalho, o pesquisador equipara os conjugados anticorpo-droga como “um míssil biológico guiado” ao explicar que se trata de um sistema com foco no câncer. “Um composto potente e tóxico que mata as células cancerígenas ao extinguir seu DNA”, disse ele, acrescentando que o desafio foi justamente incorporar essas cargas úteis a anticorpos de forma controlada. “Eles precisam ser projetados novamente para diferentes tipos de câncer. E apenas seis cargas úteis estão sendo usadas em ADCs aprovados pelo governo dos EUA”.

A descoberta ainda traz uma resolução para outro desafio: desenvolver um ADC para diferentes tipos de câncer. “Agora podemos lidar com o câncer de mama ou atacar células de leucemia. Antes, seria necessário sintetizar ADC várias vezes para cada um”, explicou Alexander F. Kiefer, um dos autores da pesquisa. O próximo passo é testar o modelo em camundongos.

Por: Simone Blanes

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