Notícia
O vírus da zika pode se hospedar em partes do corpo humano que são protegidas da atuação do sistema imunológico, o que torna mais difícil o combate ao patógeno e possivelmente aumenta a janela de tempo durante a qual ele pode ser transmitido, afirmaram especialistas norte-americanos nesta sexta-feira (12).
Cientistas informaram que o Zika vírus pode ser detectado no sêmen até 62 dias depois da infecção da pessoa, aumentando as evidências da presença do vírus no tecido cerebral de fetos, na placenta e no fluido amniótico. O trabalho dos pesquisadores é parte de uma corrida internacional para entender os riscos associados ao vírus, que está sendo rapidamente espalhado pelo mosquito Aedes aegypti e pode estar ligado a milhares de caso de microcefalia no Brasil.
"Até agora, sabemos que ele fica muito pouco tempo no sangue, de uma semana a dez dias. Já sabemos também, depois de acumular mais um pouco de experiência, que ele pode ser encontrado no líquido seminal. Não temos certeza sobre o período pós-infecção, onde mais o vírus pode se alojar", afirmou o Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA.
"Essas são coisas que precisam ser examinadas cuidadosamente em história natural e estudos de caso-controle", disse.









