Notícia
A Polícia Federal (PF) acredita que a organização criminosa especializada em desviar dinheiro do seguro-desemprego, desarticulada nesta quarta-feira (23) através da Operação Sala Azul, já tenha desviado mais de R$ 3 milhões nas cidades de Vilhena (RO) e Colorado do Oeste (RO), ambas no sul de Rondônia. De acordo com o delegado Jonathan Klock, a fraude consistia na obtenção do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pessoas que não tinham direito legal.
"A quadrilha criava falsos vínculos empregatícios com empresas fantasmas. Tinha empresas que foram criadas em 2015 e os empregados contratados no ano de 2013. Eles pegavam, através de computadores, e estas pessoas tinham a função de aliciar o maior número de pessoas possíveis, que seriam os empregados destas empresas", diz.
Ao todo, a Operação Sala Azul cumpriu 32 mandados, sendo 11 de prisão preventiva, 21 de busca e apreensão e cinco sequestro de veículos Conforme o delegado Klock, a organização era liderada por três irmãos, que neste período já aliciaram pelo menos 400 pessoas.
"Com a promessa de dinheiro fácil para as pessoas que estavam desempregadas, eles solicitavam a carteira de trabalho e falavam que iriam criar falsos vínculos empregatícios. Depois, registravam em carteira o vinculo de dois anos e recolhiam apenas três guias de FGTS. Eles faziam isso para conseguir a parcela máxima mensal de R$ 1.530,00, que em cinco meses ultrapassava os R$ 7 mil", afirma.
Depois de receber os documentos dos trabalhadores, os fraudadores davam entrada no pedido de FGTS e seguro-desemprego. Conforme aponta a PF, a pessoa aliciada pela quadrilha recebia apenas R$ 1 mil, dos R$ 7.650,00 que eram pagos pelo FAT, ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
"Estas pessoas nunca trabalharam nestas empresas, mas elas cediam os documentos pessoais para criar estes vínculos empregatícios. Em contrapartida, recebiam cerca de R$ 1 mil do beneficio", revela o delegado Jonathan Klock.









