Notícia
A Polícia Civil de Vilhena, no Cone Sul de Rondônia, identificou duas pessoas suspeitas de serem os responsáveis pelo trote violento com creolina e larvicida, ocorrido em fevereiro deste ano, na Faculdade da Amazônia (Fama), instituição de ensino particular do município. Conforme a polícia, um veterano admitiu que comprou benzocreol, um produto similar da creolina, e outro assumiu que jogou o produto nos calouros. As investigações estão em curso, e a polícia acredita que pode ter mais pessoas envolvidas no crime. Segundo a faculdade, o trote deixou 12 calouros do curso de agronomia feridos. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (1º), pelo delegado Núbio de Oliveira.
Depois do episódio, a faculdade instaurou uma comissão e após 10 dias de apuração, expulsou três alunos, suspendeu cinco por 60 dias e repreendeu por escrito quatro estudantes, que deverão ser submetidos a acompanhamento psicoterápico pelo prazo de 90 dias.
Conforme a Polícia Civil, dos três alunos expulsos, dois deles confessaram a participação no trote. O terceiro nega, e as testemunhas ainda não apontaram para ele. No entanto, a polícia acredita que houve a participação de mais pessoas no crime.
Segundo a faculdade, a comissão ouviu as vítimas, os suspeitos e coletou imagens do trote. Depois do material colhido, a banca concluiu que três alunos lideraram o trote violento, pois tiveram a iniciativa de levar o produto químico para a instituição.
O delegado responsável pelo caso, Núbio de Oliveira, explica que sete pessoas registraram ocorrências por lesão corporal, mas a polícia apurou que mais seis alunos também teriam sido vítimas, porém, não fizeram o registro.
Os calouros que registraram ocorrências foram submetidos ao exame de corpo de delito, e já foram intimados para o exame complementar, que verificará as consequências do trote, e será realizado por um médico legista. As outras supostas vítimas serão intimadas para comparecer a delegacia para prestarem declarações e serem submetidas ao exame de corpo de delito.
De acordo com o delegado, por enquanto, a polícia trabalha com um procedimento investigatório. "Ou seja, por hora, está dentro da seara dos delitos de menor potencial ofensivo. Constatando uma lesão mais grave ou gravíssima, esse procedimento pode mudar para inquérito policial. Para saber se as lesões saem do patamar de leve, para grave ou gravíssima, é que a gente faz o exame complementar", explica Oliveira.
O exame complementar deve ser realizado nas próximas semanas. Os suspeitos devem responder pelo crime de lesão corporal dolosa, com pena de detenção de três meses a um ano, por cada vítima.








