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O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta quinta-feira (13) o julgamento sobre a constitucionalidade da lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho brasileiro. O plenário analisa ações favoráveis e contrárias à norma sancionada em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A sessão foi dedicada às sustentações orais das partes envolvidas no processo. A previsão é que os ministros apresentem os votos na sessão desta sexta-feira (14).
Igualdade salarial entre homens e mulheres é tema de ações no STF
O julgamento envolve três processos relacionados à Lei 14.611, sancionada em julho de 2023. A legislação alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para reforçar mecanismos de igualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função.
Entre os processos analisados está uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores, que pede a validação integral da norma.
Também estão em análise duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI), apresentadas pela Confederação Nacional da Indústria e pelo Partido Novo, que questionam pontos da legislação.
A lei estabelece que empresas devem garantir remuneração igualitária para homens e mulheres que exerçam a mesma atividade. Além disso, determina a publicação semestral de relatórios de transparência salarial para companhias com mais de 100 funcionários.
Lei prevê multas para empresas em casos de discriminação
A legislação também prevê punições financeiras para empresas que praticarem discriminação salarial por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.
Conforme o texto da norma, as multas podem chegar ao equivalente a dez vezes o valor do salário devido à pessoa prejudicada.







