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Um promotor da comarca de Bauru (SP) se tornou réu pelo crime de injúria porque mandou um advogado calar a boca e o chamou de “moleque” durante audiência virtual de um caso de violência doméstica. Em sessão ocorrida na quarta-feira (24/7), por 21 votos a 3, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu a queixa-crime oferecida pelo defensor contra o representante do Ministério Público.
Um integrante do colegiado não participou da votação porque se declarou impedido. Na mesma sessão, por unanimidade, o Órgão Especial negou o pedido da Subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para ingressar na ação na qualidade de amicus curiae (amiga da corte). Segundo a entidade justificou em seu requerimento, a gravidade dos fatos atenta, em tese, contra as prerrogativas dos advogados em geral.
Em seu parecer favorável ao recebimento da queixa-crime, o subprocurador-geral de Justiça, Wallace Paiva Martins Junior, anotou que ela preenche os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal. Além disso, a materialidade da infração penal está evidenciada e há indícios de autoria, “uma vez que os fatos foram gravados em forma de áudio e vídeo e o querelado não nega a ocorrência dos mesmos”.
O episódio aconteceu em 24 de novembro de 2023, durante audiência virtual de processo da 1ª Vara Criminal de Bauru. Por força do convênio firmado entre a Defensoria Pública e a OAB-SP, o advogado Gabriel Sajovic Pereira defendia um acusado de violência doméstica. Após o réu ser interrogado pela juíza, o promotor Paulo Sérgio Foganholi passou a inquiri-lo e o advertiu.








