Notícia
O Ministério Público Federal (MPF) tem atuado em 27 procedimentos ,em Ji-Paraná (RO), que buscam benefícios e direitos de seis comunidades quilombolas no estado. Para isso, o MPF tem buscado articular instituições e órgãos públicos para atendimento das demandas dessas comunidades, bem como tem atuado de forma ativa na busca por medidas que promovam a melhoria de vida para as pessoas remanescentes de quilombos em Rondônia.
A comunidade quilombola Santa Cruz, em Pimenteiras do Oeste, reclama da falta de serviços públicos e pede pela regularização de suas terras, o que depende do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No procedimento, foi verificado que o processo de regularização fundiária está formalizado naquela autarquia, mas os trabalhos ainda não foram iniciados. No momento, o MPF está acompanhando o caso.
Em Costa Marques, a comunidade quilombola Forte Príncipe da Beira também apresentou relatos ao MPF, que originaram quatro procedimentos para acompanhar as situações: cumprimento de liminar judicial para restauração e revitalização do Real Forte Príncipe da Beira; cascalhamento da Estrada Mário Nonato (RO-478); expedição, pelo Incra, do título definitivo da terra quilombola; e a construção de escola na comunidade, que depende da contratação, pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), de empresa para realizar a obra.
O Quilombo de Jesus, em São Miguel do Guaporé, está distante mais de cem quilômetros da sede do município – por isso, os moradores pedem que seja instalado um posto de saúde na localidade. O MPF enviou ofícios à Câmara de Vereadores, prefeitura e secretaria de saúde. Em resposta, os vereadores alegaram que não há possibilidade de instalação do posto e informaram que os moradores recebem atendimento mensal por equipe médica, com as demandas urgentes sendo atendidas por ambulância do município. Já a prefeitura e a secretaria de saúde nada responderam. A comunidade também pede que o Incra expeça novo título revisado, corrigido e registrado, mas, até o momento, não houve resposta da autarquia.
Em São Francisco do Guaporé, a comunidade quilombola Pedras Negras apresentou suas demandas ao MPF:
• Beneficiamento da castanha do Pará - MPF entrou em contato com o Sebrae, que informou ser possível a criação de um projeto para atender a comunidade. O MPF está acompanhando o assunto.
• Reativação da linha fluvial entre Guajará-Mirim e Pimenteiras do Oeste - o governo do Estado informou ao MPF que não será possível; o MPF questionou os motivos e aguarda resposta do governo estadual.
• Saneamento básico na comunidade – ainda sem resposta da prefeitura ao MPF sobre o assunto.









