Notícia
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, na última semana, que órgãos ambientais intensifiquem as ações de proteção e fiscalização nas unidades de conservação de Rondônia. O motivo, segundo o órgão, é o avanço de crimes ambientais no interior das unidades estaduais.
A recomendação do MPF foi direcionada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), que terão 15 dias para responder se irão acatar ou não.
Sobre o motivo da recomendação, o MPF afirma que "há persistentes atividades de exploração ilegal de madeira". Como exemplo, o órgão citou que já foram registradas atividades do tipo no interior da Floresta Nacional do Jamari, uma unidade de conservação que se espalha entre quatro municípios do estado.
Um outro argumento apresentado pelo MPF na recomendação é de que a exploração ilegal de produtos florestais, a conversão de florestas em pasto e o uso alternativo do solo sem autorização legal vêm se expandido para o interior de unidades de conservação no estado.
Caso a recomendação seja acatada, os órgãos ambientais citados deverão intensificar ações de proteção territorial e fiscalizações no combate ao desmatamento ilegal no interior e entorno dessas unidades.
O MPF também orienta que produtos e instrumentos utilizados em infrações ambientais devem ser apreendidos, transportados e guardados. Ainda nessas ações, o órgão recomenda que os instrumentos, impossíveis de serem transportados, sejam inutilizados, descaracterizados ou destruídos.
Essa última recomendação diverge da recente proposta do governo federal de mudar regras para a destruição de equipamentos apreendidos pelo Ibama. No último fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chegou a criticar a prática legal de colocar fogo nos equipamentos apreendidos.








