Notícia
O aumento do número de casos de Covid-19 em diversas capitais e a confirmação da presença da subvariante da Ômicron BQ.1 no país fizeram com que a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) recomendasse a volta do uso de máscaras na última sexta-feira (11).
No sábado (12), a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde também indicou, a partir de uma nota técnica, o uso de máscara e o aumento da vigilância genômica em estados e municípios.
Uma vez que estudos iniciais apontam que a cepa em circulação tem capacidade para driblar a proteção das vacinas, o uso da proteção facial volta a ser fundamental para prevenir a doença.
De acordo com a professora de farmacologia Soraya Samili, da EPM/Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo), as mudanças em relação ao vírus original, o Sars-CoV-2, não mexeram com o nível de proteção das máscaras.
"Com relação às máscaras, não muda praticamente nada das recomendações dadas desde o começo da pandemia. Elas continuam as medidas mais certeiras e mais seguras até aqui. A pessoa, em primeiro lugar, deve se vacinar, principalmente com as doses de reforço e, para garantir mesmo a proteção, tem de usar a máscara", afirma Soraya.
No caso das máscaras de tecido, que foram muito usadas no começo da pandemia, a especialista é taxativa ao dizer que ela não leva a uma proteção efetiva contra a Covid-19.








