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Máscaras protegem contra as novas variantes do coronavírus? Tire esta e outras dúvidas

Fonte: DO R7
15/11/2022 16h 18min

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O aumento do número de casos de Covid-19 em diversas capitais e a confirmação da presença da subvariante da Ômicron BQ.1 no país fizeram com que a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) recomendasse a volta do uso de máscaras na última sexta-feira (11).

No sábado (12), a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde também indicou, a partir de uma nota técnica, o uso de máscara e o aumento da vigilância genômica em estados e municípios.
 
Uma vez que estudos iniciais apontam que a cepa em circulação tem capacidade para driblar a proteção das vacinas, o uso da proteção facial volta a ser fundamental para prevenir a doença.

De acordo com a professora de farmacologia Soraya Samili, da EPM/Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo), as mudanças em relação ao vírus original, o Sars-CoV-2, não mexeram com o nível de proteção das máscaras.

"Com relação às máscaras, não muda praticamente nada das recomendações dadas desde o começo da pandemia. Elas continuam as medidas mais certeiras e mais seguras até aqui. A pessoa, em primeiro lugar, deve se vacinar, principalmente com as doses de reforço e, para garantir mesmo a proteção, tem de usar a máscara", afirma Soraya.

No caso das máscaras de tecido, que foram muito usadas no começo da pandemia, a especialista é taxativa ao dizer que ela não leva a uma proteção efetiva contra a Covid-19.

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"As de pano nunca foram protetoras ou apresentaram garantias. Os estudos mostraram que as de pano tem de 30% a 40% de chance de proteger; a cirúrgica, 85%, e a N-95 mais de 95%. Temos de pesar essas coisas e pensar: a de pano é melhor do que nada? É, mas não é garantido, principalmente se for usada por muitas horas. Ela fica molhada, perde a capacidade de retenção e fica contaminada, porque não é descartável", orienta a reitora da Unifesp de 2013 a 2021.

Estudos preliminares mostram que as novas subvariantes da Ômicron conseguem escapar da proteção gerada por duas doses da vacina. No entanto, ainda não há evidências sobre o escape com as doses de reforço.

Por isso e pelos possíveis efeitos da Covid longa, Soraya insiste que os cuidados não farmacológicos, como distanciamento, uso de máscaras e evitar lugares aglomerados seguem sendo relevantes.

"É enganoso acreditar que é uma doença leve, porque tem várias pessoas internadas. Segundo, não sabemos se ela [infecção] pode causar um problema maior. E terceiro, que é a nossa grande preocupação, é com a Covid longa, que apresentam sintomas que persistem após um mês dois meses. Tem pessoas com mais de seis meses de infecção que ainda sofrem com tosse, com fadiga, outras diabéticas, outras que perderam a memória", destaca a professora.

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