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A presidente Dilma Roussef sancionou na íntegra e o senador Ivo Cassol comemorou nesta quinta-feira, 14, durante pronunciamento da Tribuna do Senado, a publicação no Diário Oficial da lei que libera o uso da fosfoetanolamina, a pílula do câncer, em pacientes voluntários para tratamento com a substância. “Hoje é um dia de agradecimento, essa vitória não é minha, é de todos os pacientes e familiares que sofrem com a doença, é do povo brasileiro”, comemorou Cassol.
Desde outubro do ano passado Cassol, quando fez o primeiro pronunciamento no Senado cobrando a liberação da pílula para pacientes voluntários, Cassol vem insistindo para a presidente Dilma – que foi diagnosticada com a doença e fez o tratamento convencional a base de quimioterápicos, a editar uma medida provisória que permitisse o uso em pacientes voluntários e a fabricação da pílula em laboratórios oficiais para distribuição, mas não foi atendido. Cassol, inclusive, discutiu durante uma audiência pública com o líder do governo no Senado, senador Humberto Costa, que pediu vistas ao projeto apresentado com a intenção de atrasar ainda mais o processo e impedir a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e hoje agradeceu à presidente pela assinatura.
Graças à insistência de Cassol e do apoio de outros senadores, alguns inclusive com familiares portadores da doença, o Senado aprovou no dia 22 de março, em votação simbólica, o projeto de lei que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética. Como não houve alterações ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto seguiu para a sanção presidencial.
Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) para o tratamento de tumor maligno, a substância é apontada como possível cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes oficiais em humanos, apesar de diversos pacientes terem testemunhado em audiência pública no Senado, na Câmara dos Deputados e em programas de rádio e televisão em rede nacional os benefícios que a pílula oferece. Desde o mês de fevereiro laboratórios do governo federal, sob tutela do ministério da Ciência e Tecnologia, estão fazendo testes iniciais, onde constataram que a pílula não causa malefícios em células vivas e animais cobaias.








