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O clima de insegurança nas propriedades rurais não tituladas é prejudicial ao desenvolvimento, declarou o governador Confúcio Moura ao abrir, nesta segunda-feira (22), em Porto Velho, audiência que tratou de problemas fundiários e suas consequências em Rondônia.
Presente à reunião, o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Leonardo Góes Silva, anunciou que o governo federal pôs em operação nova etapa na titulação de imóveis.
O fato de milhares documentos definitivos de terras estarem prontos no Incra de Rondônia e não terem sido entregues foi objeto de críticas diversas. O superintendente do órgão, Cletho Muniz de Brito, disse que a regularização fundiária vai ajudar o estado a desenvolver ainda mais. Brito acrescentou que o estado sairá do vermelho nos números de conflitos agrários
Segundo Confúcio Moura, o estado nada pode fazer para resolver o impasse da falta de documentos porque a competência cabe à União. “O Incra deve fazer a regularização ou delegar poderes para que façamos este trabalho. O que conseguimos realizar até agora é resultado de iniciativas voluntárias”, acentuou.
O governador afirmou que há 90 mil propriedades necessitando de documentação definitiva, o que significa igual número de famílias que não têm acesso ao crédito e são obrigadas a produzir apenas o suficiente para sobreviver. Confúcio também citou o fato de que a insegurança afasta produtores e desvaloriza a terra.
Para Leonardo Silva, é inexplicável que o Incra tenha ficado tanto tempo sem entregar títulos rurais. Para corrigir a demanda, ele anunciou que há uma determinação do governo federal para que 250 mil propriedades sejam tituladas até o final de 2017, em todo o país.









