Notícia
O Laboratório Central de Saúde Pública – Lacen é referência no Estado para o prognóstico de várias doenças, sendo uma delas, a Doença de Chagas. Em Rondônia, há a incidência de insetos infectados com protozoário da doença, que é causada por um parasita e transmitida principalmente, pelo inseto “barbeiro”, tendo como agente causador um protozoário denominado Trypanosoma cruzi. No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas.
A bióloga do Lacen, Alda Lobato explica que os insetos são invasores, “que buscam locais muito próximos à fonte de alimento e podem ser encontrados na mata, escondidos em ninhos de pássaros, toca de animais, casca de tronco de árvore, montes de lenha e embaixo de pedras. Nas casas, ficam escondidos em frestas, buracos das paredes, embaixo das camas, colchões e baús, além de serem encontrados em galinheiros, chiqueiros, paiol, currais e depósitos”.
Transmissão
Com relação à transmissão da doença, Alda Lobato explica que se dá pelas fezes que o “barbeiro” deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. “Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada. O Trypanosoma cruzi, contido nas fezes do “barbeiro”, pode penetrar no organismo humano, também pela mucosa dos olhos, nariz e boca ou através de feridas ou cortes recentes existentes na pele”.
A bióloga do Lacen salienta que existem outros mecanismos de transmissão, “por meio de transfusão de sangue, caso o doador seja portador da doença; transmissão congênita da mãe chagásica, para o filho via placenta; ingestão de carne contaminada e acidentalmente em laboratórios”.
Sintomas
Os principais sintomas da Doença de Chagas são: febre, mal-estar, falta de apetite, inchaços na pálpebra ou em outras partes do corpo, aumento do baço e do fígado, alterações no coração ou inflamação das meninges em casos graves. Na fase aguda, os sintomas duram de três a oito semanas e na crônica, os sintomas estão relacionados a distúrbios no coração, no esôfago ou intestino. Cerca de 70% dos portadores permanece de duas a três décadas na chamada forma assintomática ou indeterminada da doença.
Tratamento
As pessoas que tiverem sintomas ou desconfiarem que foram picadas pelo “barbeiro”, devem buscar atendimento em uma unidade básica de saúde. O exame de sangue é utilizado para diagnosticar a doença e é realizado pelo Sistema Único de Saúde – SUS, assim como a medicação é disponibilizada pela rede pública. Em casos agudos da doença, os pacientes são encaminhados ao Centro de Medicina Tropical de Rondônia – Cemetron.








