Notícia
O Departamento Estadual de Trânsito – Detran Rondônia disponibilizou o Relatório Anual de Estatística de Trânsito 2022, que apresenta o perfil das vítimas de sinistros em Rondônia, com informações gerais e indicadores de todo o Estado.
Desde 2018, a Coordenadoria de Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Acidente – Renaest adotou nova metodologia de coleta de dados sobre sinistros de trânsito. Através de convênio junto à Secretaria de Segurança Defesa e Cidadania – Sesdec, o Detran passou a trabalhar com o registro de ocorrências da Polícia Civil, mediante acesso ao banco de dados de sinistros de trânsito. O principal impacto dessa mudança é que, além dos registros de sinistros da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar, as comunicações de sinistros passaram a ser consideradas.
Segundo o coordenador do Renaest, Iremar Torres, a nova mudança de metodologia possibilitou o cruzamento de informação que antes não era possível. Propondo uma análise coesa e sólida, o Anuário Estatístico de Sinistros de Trânsito de Rondônia 2022 traz somente os dados a partir de 2018, onde estes seguem a mesma metodologia de coleta.
Para o ano de 2022, a Coordenadoria rondoniense passou a tabular os sinistros de trânsito como consequência “somente danos”, conforme proposto pelo Renaest nacional, por isso, houve um aumento da base em sinistros de trânsito em 33,3%.
NÚMEROS
Foram contabilizados em todo Estado 18.130 sinistros, destes 11.951 tiveram vítimas. Em 2022, verificou-se que os maiores envolvidos nos sinistros são condutores de autos (18,7 mil), seguido por condutores de motos (11,3 mil), este último com maior número de vítimas (9.659), o que corresponde a 78,7%. Com envolvimento de 53,85% de condutores masculinos, 79,71% dos sinistros ocorreram em jurisdição municipal, 14,77% federal e 5,42% estadual, ao todo, o Estado teve aproximadamente 11,4 sinistros por mil habitantes. Outro dado importante é que 15.787 sinistros foram causados por fator humano. Iremar Torres avaliou como importante, considerar que o ano de 2022 é o período pós-pandemia, portanto analisar os dados comparados com anos de 2020 e 2021 não deve ser considerado com parâmetro em análise histórica.
IMPORTÂNCIA DOS DADOS









