Notícia
Governadores acertaram com o Palácio do Planalto o alongamento por mais 20 anos das dívidas estaduais com a União, além do parcelamento dos débitos em atraso. Nas negociações há uma proposta de limitação dos gastos estaduais, como ocorre no projeto do novo regime fiscal enviado pelo governo ao Congresso Nacional.
A medida foi anunciada nessa segunda-feira (20) durante reunião com 22 governadores e cinco vice-governadores, no Palácio do Planalto, pelo presidente interino, Michel Temer. Antes porém, os governadores haviam se reunido pela manhã na residência oficial do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e em seguida com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, para tratar do mesmo assunto.
No parcelamento das dívidas com a União, os estados terão carência até o final deste ano. Após esse prazo, a cobrança das parcelas da dívida terá aumento gradual de 5,5 % sequencialmente por 18 meses, se estendendo até 2018, quando os estados começarão a pagar a parcela cheia.
O governador Confúcio Moura explicou que cada estado deverá optar pelo tipo de taxa de correção para as dívidas. Na renegociação dos juros, os governadores irão escolher o IPCA +4% ou a taxa Selic. “Isso permite uma brecha extremamente oportuna para as renegociações. É o caso de Rondônia que pode reduzir em R$ 800 milhões a sua dívida”, explicou.









