Notícia
Um estudo realizado pela Superintendência do Ministério da Saúde em Rondônia revelou importantes desafios na operacionalização do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB) no estado. A pesquisa, que ouviu representantes de 90 farmácias credenciadas distribuídas em todas as regiões de saúde de Rondônia, buscou compreender o funcionamento do programa a partir da perspectiva dos estabelecimentos responsáveis pela dispensação dos medicamentos à população.
O texto é assinado pelos pesquisadores Ana Beatriz Estevão Morais, Iza Gurgel da Silva, Lívia Antunes Ramos, Lúcio Fighera, Romulo Henrique Almeida de Miranda, Sid Orleans Cruz e Vitória Almeida Santana.
Os resultados mostram que, embora o Programa Farmácia Popular seja reconhecido como uma das principais políticas públicas de acesso a medicamentos no país, sua sustentabilidade enfrenta obstáculos significativos em Rondônia. Entre as 80 farmácias ativas analisadas, apenas 26,2% relataram receber os repasses financeiros regularmente. A maioria informou atrasos, insuficiência de recursos ou dificuldades relacionadas ao recebimento dos valores destinados ao programa.
Falta de medicamentos
O estudo também identificou impactos diretos desses problemas na disponibilidade de medicamentos. Cerca de 41% das farmácias afirmaram enfrentar falta frequente de medicamentos e insumos, especialmente aqueles destinados ao tratamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado. Segundo os participantes, a principal causa do desabastecimento é a insuficiência dos valores de repasse em relação ao custo de aquisição dos produtos.









