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política

Assembleia exonera secretário-geral preso em operação da PF que investiga 'rachadinha' em Rondônia

Fonte: DO G1 RO
17/07/2026 09h 33min

Notícia

Assembleia exonera secretário-geral preso em operação da PF que investiga 'rachadinha' em Rondônia

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) publicou, no Diário Oficial de quarta-feira (15), mudanças em cargos da estrutura administrativa da Casa. Entre elas está a exoneração do secretário-geral Rogério Gago da Silva, preso preventivamente durante a Operação Reduto, da Polícia Federal.

Além dele, outros servidores também foram exonerados. O ato foi assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alex Redano (Republicanos). O Diário Oficial também traz outras mudanças administrativas, com exonerações e nomeações de servidores.

A Assembleia Legislativa não informou se as mudanças publicadas no Diário Oficial têm relação com a Operação Reduto.

O g1 tenta localizar a defesa de Rogério Gago da Silva.

 

Operação Reduto

Onze servidores da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) foram afastados e dois foram presos em uma operação da Polícia Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens de investigados por suspeita de fraude em licitações, desvio de dinheiro público e "rachadinha".

Entre os alvos da operação está o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), deputado estadual Alex Redano (Republicanos). Os policiais fizeram buscas no gabinete e na Secretaria-Geral da Presidência da Casa, além de um apartamento do parlamentar, em Porto Velho, e de uma casa dele, em Ariquemes. Os nomes dos outros investigados não foram divulgados pela PF.

A Operação Reduto cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Ariquemes (RO), oito em Porto Velho (RO) e dois em Manaus (AM). Em Ariquemes, os alvos foram servidores da prefeitura. Já em Porto Velho, a ação teve como alvo a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), onde policiais federais apreenderam documentos, mídias e outros materiais que serão analisados durante as investigações.

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Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações financeiras suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus que mantinha contratos públicos em Rondônia.

 

Com o avanço das apurações, a PF identificou movimentações superiores a R$ 9 milhões consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.

De acordo com a investigação, o grupo atuaria em duas frentes. A primeira era responsável por fraudar licitações e direcionar contratos públicos no município de Ariquemes.

A segunda frente investigada envolvia o desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia, em uma prática classificada pela Polícia Federal como "rachadinha", quando um assessor devolve parte do salário ou valor completo ao agente político.

Além das prisões e dos afastamentos, a Justiça determinou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados até o limite total de R$ 9 milhões. Durante a operação, também foi apreendido dinheiro em espécie em Manaus.

Segundo a PF, as medidas cumpridas nesta fase da operação têm o objetivo de reunir novos elementos e aprofundar as investigações.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a Prefeitura de Ariquemes informou que está colaborando com as autoridades e entregando os documentos e informações solicitados durante a investigação. A administração afirmou que, até o momento, não há nenhuma conclusão de irregularidade envolvendo a prefeitura e que os serviços públicos seguem funcionando normalmente.

 

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) informou que acompanha a operação e está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A Casa afirmou que segue os princípios de transparência e legalidade, e que os processos de contratação possuem mecanismos de controle e fiscalização.

A Rede Amazônica entrou em contato com o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), deputado estadual Alex Redano (Republicanos), mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A empresa citada pela Polícia Federal também foi procurada, mas não foi localizada para comentar o caso.

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