Notícia
Em respostas a questionamentos do Ministério Público de Rondônia (MP/RO), sobre a redução na malha aérea no estado, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), informou que as companhias de aviação possuem liberdade para decidir onde operar seus voos e que não cabe a autarquia a regulação de preços e rotas. O RONDONIAGORA teve acesso ao documento, que publica ao final da matéria.
O ofício de nº 78/2023 enviado à promotora Daniela Nicolai de Oliveira Lima, que protocolou os questionamentos junto a ANAC, afirma que a exploração dos serviços aéreos não depende de prévia concessão.
O documento destaca também que os preços são definidos através da oferta e demanda e que o estado não pode intervir nessa política.
“[É de] vital interesse que haja a maior quantidade de operadores (empresas éreas) possível, de modo que haja concorrência entre eles e, consequentemente, queda nos preços praticados. Os serviços de transporte aéreo podem ser explorados por qualquer empresa interessada, por sua própria conta e risco, desde que atendidos os requisitos jurídicos e técnicos”, diz um trecho do documento enviado ao MP.
Ainda segundo a ANAC, não existe regime de concessão entre as empresas e o Poder Público. Desta forma, as companhias “possuem a liberdade para escolher quais rotas operar, com qual frequência e quanto cobrar”.
A agência demostrou também que cabe a ela garantir o processo de registro de serviços do transporte aéreo público, onde, são considerados capacidade operacional dos aeroportos e a condicionante da capacidade dos provedores de serviço da navegação aérea.
Cortes na malha aérea
A retirada de voos foi iniciada pela Azul Linhas Aéreas. Na justificativa, a empresa alegou que a decisão partiu do alto índice de ações judiciais contra a companhia.








