Notícia
A chacina de nove trabalhadores na área rural de Taquaruçu do Norte, que fica a mais de 350 km da zona urbana de Colniza, município a 1.065 km de Cuiabá, completou uma semana nesta quarta-feira (26). De acordo com a Polícia Civil, nenhuma pessoa que teria executado as vítimas, ou os supostos mandantes do crime, foram presos até o momento.
No dia 19 de abril um grupo de homens encapuzados invadiu os barracos das vítimas e atiraram contra os trabalhadores. Aproximadamente 100 famílias moram nessa área. Eles foram torturados e mortos em um suposto conflito por terra, segundo a polícia. Três delegados e mais de 10 investigadores, além de peritos e policiais militares, atuam no trabalho de identificação dos autores do crime.
A polícia enfrenta várias dificuldades: a logística e região de difícil acesso, o medo dos moradores e testemunhas em relatarem detalhes da chacina e a falta de informações sobre o crime. “Aqui o povo não fala. Estamos levantando dados, mas muita gente ainda não veio [na delegacia] pois sentem medo [de também serem mortas ou sofrerem represálias]”, afirmou ao G1 Edison Ricardo Pick, delegado responsável pela Polícia Civil em Colniza.
Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e militares da Força Tática estão na área onde ocorreu a chacina. Eles fazem varreduras na região e dão segurança aos peritos que trabalham no local.
“A chacina é consequência de um problema fundiário. Se resolvesse o problema fundiário, se resolveria 50% da criminalidade em Colniza: desde roubos, entorpecentes, Maria da Penha e até os homicídios”, completou o delegado.
Na terça-feira (25) um grupo de policiais civis da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos criminais especialistas em local de crime e balística embarcaram para Colniza. Conforme a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, o objetivo é ajudar nas investigações da chacina que vitimou os nove trabalhadores rurais.
Desaparecidos
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), que acompanha a investigação da chacina, diz que existem informações de pessoas que ainda estão desaparecidas na região depois de uma semana do massacre. No entanto, o delegado nega que existam trabalhadores desaparecidos ou outras mortes que não foram descobertas.







