Notícia
Em sessão realizada na quarta-feira (27), o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou o pedido de anulação da licença prévia concedida pelo Ibama em 2022 para as obras de repavimentação do “trecho do meio” da BR-319, estrada que conecta Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
As informações, levantadas pelo site Amazônia Atual, revelam que o relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, destacou a relevância da rodovia para a região amazônica. Ele afirmou que a paralisação das obras poderia causar “caos e dano para as populações” que dependem do transporte terrestre. Segundo o relator, “esse processo causou seríssimas perplexidades em todo o meio da Amazônia. De certa forma, um resultado que não permitisse a continuidade das obras conteria obliterar a mesma possibilidade de acesso à região amazônica. Isso poderia ser motivo de caos e dano para as populações abrangidas pelo transporte por esse modal rodoviário. É um modal que já existe e tem de ser aprimorado, e não suprimido”.
O voto do ministro foi seguido pelo colegiado, que recomendou ao Ibama e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que reforcem medidas de governança ambiental em futuras licenças, com ênfase em sustentabilidade e fortalecimento da presença estatal.








