Notícia
O segundo dia de resgate na operação que mobiliza 11 homens do Corpo de Bombeiros e representantes da Marinha não teve sucesso na localização dos corpos das vítimas ou dos destroços do avião monomotor TBM 900 que caiu segunda-feira após decolar do aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis. As buscas devem ser retomadas nesta quarta-feira pela manhã.
O aparelho Sonar, que consegue detectar a presença de objetos metálicos em profundidade, sendo o único capaz de localizar corpos, veículos ou embarcações submersas, apresentou problemas. A equipe continuou as buscas com uma corda presa a dois botes e arrastada pela área onde se acredita estar os destroços do avião, ao sul da Ilha do Campeche.
– Pelo peso da aeronave, acreditamos que ela deve estar ainda no mesmo local da queda. O local tem uma profundidade de aproximadamente 25 metros e não temos visibilidade. O objetivo do Sonar é nos dar visão no fundo do mar, com o equipamento podemos ganhar tempo. Continuaremos a varredura com o cabo, até que o equipamento possa ser utilizado – disse observa o comandante das operações no local, Hilton de Souza Zeferino.
Aparelho é o único do Sul do Brasil
O major Helton de Souza Zeferino, comandante do 1º batalhão do Corpo de Bombeiros, explica que o Sonar, licitado em 2014 e adquirido em 2015, é o único disponível no Sul do Brasil. Esta foi a primeira vez que ele foi utilizado em um resgate em Santa Catarina.
– Tivemos um problema de conexão com o cabo que liga o monitor e possibilita a visualização. A empresa responsável pela venda do equipamento providenciou os ajustes necessários – afirmou.
Alencar Silvestre, diretor da empresa Ultramar, responsável pela venda do aparelho, informou que no fim da tarde o equipamento voltou a operar. Silvestre acompanha a operação in loco e, segundo ele, desde a aquisição em 2015, bombeiros recebem treinamento para utilização do aparelho.









