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Os bancários de Rondônia completam nesta terça-feira (20) 14 dias em greve. A categoria aderiu ao movimento grevista nacional e reivindica reajuste salarial de R$ 14,8%. De acordo com o presidente do Sindicado dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (Seeb-RO), José Pinheiro, das 130 agências espalhadas pelo estado, 115 seguem fechadas e 90% dos funcionários estão com as atividades paralisadas.
Segundo Pinheiro, a Federação dos Bancos (Fenaban) recusou a proposta dos banqueiros feita na última quinta-feira (15). "Tivemos duas rodadas de negociações em São Paulo na semana passada, mas os banqueiros só querem dar o reajuste de 7%, que é inferior ao que pedimos que é 14,8%. Como não houve acordo, a Fenaban informou aos banqueiros que só nos convoquem quando houver novas propostas", disse.
O presidente do Seeb-RO informou ainda que a paralisação também traz consequências aos bancários. "Quando retornarmos da greve haverá bastante trabalho acumulado, logo precisaremos de um planejamento para que não prejudique o atendimento nas agências. Para a população, há questões como atrasos de boletos e situações que só podem se resolvidas nas agências", explanou Pinheiro.
Em Porto Velho todas as 44 agências bancárias da cidade aderiram a greve, que começou no dia 6 de setembro. Na última semana, mais nove agências fecharam no estado por causa paralisação. De 106, o número de agências fechadas passou para 115. O sindicato explicou ainda que 15 agências bancárias do interior do estado continuam atendendo a população, pois, em algumas localidades não há lotéricas para efetuar outros pagamentos.
O Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) informou ao G1 que 15 reclamações já foram protocoladas em Porto Velho, por causa de juros. Segundo o órgão, com os bancos em greve, o consumidor pode registrar o caso e comprovar que houve a tentativa de pagamento, se mantendo respaldado e isento dos juros.








