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Rondônia

Se a Terra for engolida por buraco negro, todos morreriam esticados 'como um espaguete', diz professor

Fonte: YAHOO NOTÍCIAS

20/04/2019 04h 53min

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Se a Terra for engolida por buraco negro, todos morreriam esticados

A primeira foto real de um buraco negro, tirada por meio de uma rede global de telescópios, conduzida pelo projeto Event Horizon Telescope (EHT) deu o que falar na semana passada.

Enquanto a comunidade científica vibrou com o grande avanço e com a semelhança da imagem com àquela calculada por Albert Einstein anos atrás, os internautas se manifestaram com memes e posts decepcionados nas redes sociais, por conta da aparência "borrada", que nada tem a ver com Gargantua, o buraco negro do filme Interestelar.

A imagem levou dois anos para ser elaborada. Os dados coletados em 2017 foram reunidos e depois compilados por um algoritmo, que gerou a imagem mostrando o real aspecto do buraco negro.

Apesar de "borrada", este registro é bem próximo ao que os cientistas do EHT imaginavam. Em relação a Gargantua, Kazunori Akiyama, pesquisador do Observatório Haystack do MIT, que liderou a equipe responsável pela imagem do EHT, disse que "a imagem em Interestelar é quase correta".

Localizado em uma enorme galáxia (M87) no aglomerado de Virgem, distante da Terra, o buraco negro registrado tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro - cerca de 3 milhões de vezes o tamanho de nosso planeta - e é descrito pelos cientistas como um "monstro".

Eles surgem a partir de estrelas moribundas, que explodem no final da vida, mas apenas aquelas que são ao menos 25 vezes maiores que o Sol.

Parecem grandes, mas esses "monstros cósmicos" são pequenos considerando a escala universal; no entanto, possuem uma massa tão imensa, que geram um efeito gravitacional gigante, que torna impossível o escape de luz ou qualquer outra coisa dali de dentro – daí o nome que recebem.

"Essencialmente, um buraco negro é um monte de coisa que está presa em um espaço tão pequeno que nada pode sair, nem mesmo a luz", explicou Andrew Pontzen, que estuda a origem e a evolução do universo, à BBC, dizendo que "esse monte de coisa" fica tão denso a ponto de ter gravidade própria.

Segundo ele, a atração da gravidade dentro desses objetos é tão forte que os fazem começar a sugar tudo que se aproxima.

Estima-se que existam 100 milhões de buracos negros na Via Láctea, a galáxia da qual o Sistema Solar faz parte.

A terra pode ser engolida por um buraco negro?

Essa foi uma das questões levantadas na internet. Para o astrônomo Christopher Springob no site da Cornell University (EUA), também à BBC, "a resposta curta é sim, poderia acontecer. Mas é muito improvável, e teríamos alguns avisos antes que algo realmente ruim acontecesse".

Ainda que considerada uma hipótese pouco provável, "a Terra poderia ser lançada no centro da galáxia, perto o suficiente do buraco negro supermassivo", disse o astrofísico da Universidade de Yale, Fabio Pacucci, em uma palestra no TED.

Isso porque, de acordo com o cientista, "haverá uma colisão entre a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda dentro de 4 bilhões de anos, o que pode não ser uma boa notícia para o nosso planeta".

A notícia não é tão otimista para nós, terráqueos, já que, se isso acontecer, de fato, o mais provável é que todos morram de forma violenta: fritos, com o calor da colisão, ou esticados.

"Se você estiver muito perto de um buraco negro, vai se esticar, assim como acontece com o espaguete", disse Kevin Pimbblet, professor de física na Universidade de Hull, no Reino Unido, na publicação The Conversation.

"Esse efeito é causado por um gradiente de gravitação que passa pelo seu corpo", explicou.

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