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Rondônia

Salários de vereadores presos e foragidos são suspensos em Vilhena

Fonte: G1RO

17/11/2016 17h 36min

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Salários de vereadores presos e foragidos são suspensos em Vilhena

Os salários dos sete vereadores suspeitos de corrupção na prefeitura de Vilhena (RO) foram suspensos, nesta quarta-feira (1), durante uma sessão ordinária na Câmara Municipal. Dos parlamentares investigados pela Polícia Federal (PF), cinco estão presos e dois continuam foragidos da Justiça de Rondônia. Durante a votação, a Casa de Leis ficou com a capacidade máxima de pessoas, pois a população compareceu na intenção de pressionar os parlamentares a votarem a favor do cancelamento.

A discussão e votação do projeto levou aproximadamente dez minutos. De maneira unânime, os parlamentares decidiram pelo cancelamento do salário dos vereadores investigados, que ia de R$8mil à 12mil por mês.

"Sou totalmente contra eles continuarem recebendo. Como toda a população acho que também estava. Foi mais justo cancelar", disse o representante comercial, Adriano Herlei, após assistir a sessão.

Segundo a presidente da Câmara, Maria José (PDT), a iniciativa de suspender o salário dos vereadores que não estão exercendo o mandato foi motivada por questões morais e éticas.

"Tivemos que tomar o parecer junto com a assessoria jurídica baseando também no Ministério Público (MP) que já tomou decisão idêntica em caso semelhante. Estou muito orgulhosa que a população tenha comparecido na sessão e está atenta aos acontecimentos do nosso município", afirmou.

O diretor financeiro da Casa explicou que, a partir da votação, a decisão já entra em vigor. Disse ainda que aqueles vereadores que foram afastados antes do fim de outubro terão os valores do 13° reajustados pelos dias EM que não trabalharam.

Procurada pelo G1, a defesa de Junior Donadon diz que está tomando pé da situação e que, por enquanto, atua nas questões criminais e busca revogar a prisão preventiva do parlamentar. Já a esposa de Donadon diz que vai recorrer da decisão da Câmara, pois a decisão da Justiça não vetava os provimentos.

O advogado de José Garcia, que também está preso, não quis comentar a votação. Já as defesas de Vanderlei Graebin, Carmozino Alves e Marcos Cabeludo não foram localizados pela reportagem para falar sobre as suspensões dos salários.

Os advogados de Jairo Peixoto e Marta Moreira, que estão foragidos, declararam que vão recorrer desta decisão da Casa de Leis de Vilhena, pois este é um direito do vereador eleito.

Investigações da PF
De acordo com a PF, as investigações começaram quando o Ministério Público Federal (MPF) soube das irregularidades, através de outras operações desencadeadas no município. As apurações apontaram que uma parcela dos vereadores participava de um esquema de aprovação de loteamentos na cidade, mediante recompensa.

Para os loteamentos serem aprovados, os parlamentares recebiam terrenos e quantias em dinheiro. Até o momento, a polícia acredita que o grupo tenha recebido mais de R$ 500 mil.

O vereador José Garcia da Silva (DEM) foi o 1º a ser preso em flagrante, no dia 18 de outubro. A prisão foi realizada pela PF quando Garcia estava a caminho da Câmara de Vereadores do município.

O vereador Vanderlei Amauri Graebin (PSC) foi o 2° a ser preso, no dia 21 de outubro. Segundo a PF, ele se entregou na sede da instituição após a Justiça do estado decretar a prisão preventiva do parlamentar.

No dia 22 de outubro, o vereador Carmozino Alves Moreira (PSDC) também foi preso pela Polícia Federal. Conforme a PF, a prisão foi necessária para manutenção da ordem pública.

Dois dias depois, o presidente da câmara, Junior Donadon (PSD), foi preso em uma barreira da Polícia Federal, na BR-364. Donadon recebeu voz de prisão, e foi conduzido até a delegacia da PF em uma viatura. Depois, foi levado para exame de corpo de delito na delegacia de Polícia Civil e, em seguida, encaminhado para a Casa de Detenção do município.

Já vereador Antonio Marco de Albuquerque (PHS), conhecido como Marcos Cabeludo, foi preso no mesmo dia que o vice-prefeito.

Os vereadores Jaldemiro Dedé Moreira (PP), conhecido por Jairo Peixoto e Maria Marta José Moreira (PSC) estão foragidos.

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