Notícia
A taxa de desocupação no 1º trimestre de 2019 no Brasil foi de 12,7%, 1,1 ponto percentual acima do trimestre anterior (11,6%) e 0,4 p.p ponto percentual abaixo do 1º trimestre de 2018 (13,1%).
As maiores taxas foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e a menores, em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%), segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Considerando-se as variações estaticamente significativas, em 14 das 27 unidades da Federação, a taxa cresceu em relação ao trimestre anterior. Nas demais UFs, houve estabilidade. As maiores variações foram no Acre (4,9 pontos percentuais), Goiás (2,5 p.p) e Mato Grosso do Sul (2,5 p.p).
Já em relação ao mesmo trimestre de 2018, a taxa subiu em quatro unidades da federação: Roraima (4,7 p.p), Acre, (3,6 p.p.) Amazonas (2,0 p.p.) e Santa Catarina (0,7 p.p.). Por outro lado, a taxa caiu em três estados: Pernambuco (-1,7 p.p.), Minas Gerais (-1,5 p.p.) e Ceará (-1,4 p.p.).
Houve aumento desse indicador em todas as grandes regiões: Norte (de 11,7% para 13,1%), Nordeste (de 14,3% para 15,3%), Sudeste (de 12,1% para 13,2%), Sul (de 7,3% para 8,1%) e Centro-Oeste (de 8,5% para 10,8%). A região Nordeste permaneceu registrando a maior taxa de desocupação entre todas as regiões. Na comparação anual a taxa recuou no Nordeste (de 15,9% para 15,3%) e Sudeste (de 13,8% para 13,2%).
No 1º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 25,0%, o que representa 28,3 milhões de pessoas, recorde da série. Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%) e Bahia (40,4%) apresentaram as maiores taxas, e as menores foram em Santa Catarina (12,1%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Mato Grosso (16,5%).
O contingente de desalentados no 1º trimestre de 2019 foi de 4,8 milhões de pessoas de 14 anos ou mais. Os maiores contingentes estavam na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil) e os menores em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).
O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada), no 1º trimestre de 2019, foi de 4,4%, mantendo o recorde da série histórica. Entre as unidades da federação, Maranhão (17,9%) e Alagoas (16,5%) tinham as maiores taxas de desalento e Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,9%), as menores.
No setor privado do país, 74,7% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada. Os menores percentuais de empregados com carteira no setor privado estavam nas regiões Nordeste (59,0%) e Norte (60,9%); o maior estava no Sul (83,9%). As UFs com os maiores percentuais foram Santa Catarina (88,1%), Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%), e as menores ficaram com Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%).
No 1º trimestre de 2019, o número de empregados no setor privado sem carteira assinada foi de 11,1 milhões de pessoas. Entre as UFs, as maiores proporções foram no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores foram em Santa Catarina (13,2%), Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).
No 1º trimestre de 2019, 91,9 milhões estavam ocupadas, sendo composta por 67,0% de empregados, 4,8% de empregadores, 25,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares. Nas regiões Norte (33,7%) e Nordeste (29,3%), o percentual de pessoas por conta própria era superior ao das demais regiões. Por unidades da federação, os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria foram do Amazonas (35,5%), Pará (35,1%) e Amapá (33,8%), enquanto os menores ficaram com o Distrito Federal (19,6%), São Paulo (21,4%) e Santa Catarina (21,6%).
Em relação ao tempo de procura, no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos.
Amapá teve a maior taxa de desocupação do 1º trimestre de 2019
No Brasil, a taxa de desocupação, no 1º trimestre de 2019, foi de 12,7%. Este indicador apresentou crescimento em relação 4º trimestre de 2018 (11,6%), e redução frente ao 1º trimestre de 2018 (13,1%). As unidades da federação com as maiores taxas de desocupação foram Amapá (20,2%), Bahia (18,3%), e Acre (18,0%). As menores taxas de desocupação estavam em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%).
Taxa de desocupação (%) das pessoas de 14 anos ou mais de idade, na semana, por unidades da federação – 1º trimestre 2019
Amapá 20,2
Bahia 18,3
Acre 18,0
Maranhão 16,3
Pernambuco 16,1
Alagoas 16,0
Amazonas 15,9
Sergipe 15,5
Rio de Janeiro 15,3
Roraima 15,0
Distrito Federal 14,1
Rio Grande do Norte 13,8
São Paulo 13,5
Piauí 12,7
Tocantins 12,3
Espírito Santo 12,1
Pará 11,5
Ceará 11,4
Minas Gerais 11,2
Paraíba 11,1
Goiás 10,7
Mato Grosso do Sul 9,5
Mato Grosso 9,1
Paraná 8,9
Rondônia 8,9
Rio Grande do Sul 8,0
Santa Catarina 7,2
Amazonas, Pará e Amapá têm mais trabalhadores por conta própria
No 1º trimestre de 2019, a população ocupada era composta por 67,0% de empregados, 4,8% de empregadores, 25,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.
Nas regiões Norte (33,7%) e Nordeste (29,3%), o percentual de pessoas por conta própria era superior ao das demais regiões. Por unidades da federação, os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria foram do Amazonas (35,5%), Pará (35,1%) e Amapá (33,8%), enquanto os menores ficaram com o Distrito Federal (19,6%), São Paulo (21,4%) e Santa Catarina (21,6%).
Percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência como conta própria, por unidade da federação –
1º trimestre 2019
Distrito Federal 19,6
São Paulo 21,4
Santa Catarina 21,6
Mato Grosso do Sul 22,1
Minas Gerais 24,3
Rio Grande do Sul 25,5
Paraná 25,7
Espírito Santo 26,1
Goiás 26,2
Alagoas 26,3
Mato Grosso 27,0
Pernambuco 27,1
Tocantins 27,6
Rio de Janeiro 27,8
Ceará 28,6
Rio Grande do Norte 28,6
Sergipe 29,3
Bahia 29,3
Roraima 29,4
Paraíba 30,2
Rondônia 31,3
Piauí 31,6
Acre 31,7
Maranhão 33,5
Amapá 33,8
Pará 35,1
Amazonas 35,5
Santa Catarina tem o menor percentual de trabalhadores sem carteira (13,2%)
No 1º trimestre de 2019, o número de empregados no setor privado sem carteira assinada (11,1 milhões) caiu (-3,2%) em relação ao trimestre anterior (menos 365 mil pessoas) e subiu 4,4%, (mais 466 mil pessoas) comparado ao mesmo trimestre de 2018.
Entre as UFs, as maiores proporções foram no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores foram em Santa Catarina (13,2%), Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).
Percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência como empregado SEM carteira entre os empregados do setor privado, por unidade da federação –
1º trimestre 2019
Maranhão 49,5
Piauí 47,8
Pará 46,4
Paraíba 43,0








