Notícia
Rondônia e Pará lideram o número de assassinatos por conflitos agrários no Brasil em 2025, com sete mortes registradas em cada estado. Os dados constam no relatório anual divulgado nesta segunda-feira (27) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Segundo o levantamento, Rondônia voltou a figurar entre os estados mais violentos do país em disputas por terra e conflitos no campo.
Massacre em Vilhena aparece no relatório
Um dos casos citados pelo documento aconteceu em junho de 2025, em Vilhena, onde três pessoas foram encontradas mortas.
As vítimas foram identificadas como:
- Álex Oliveira, de 44 anos
- Luciana Cristiano de Souza, de 36 anos
- Josenir Vieira de Oliveira
De acordo com o relatório, Josenir foi classificado como posseiro, enquanto as outras duas vítimas foram apontadas como aliados.
Mesmo com o caso específico, a CPT destaca que Rondônia continua sendo um dos estados com maior número de mortes de trabalhadores sem terra.
Quase 80% das mortes estão em RO e PA
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Os dados históricos da CPT, considerando o período entre 2016 e 2025, mostram que Rondônia e Pará concentram 79,84% dos assassinatos de pessoas sem terra no país nesse intervalo.
Aumento de 600% em Rondônia
Na comparação com 2024, o relatório aponta que os assassinatos por conflitos agrários em Rondônia tiveram um crescimento de 600%, o maior aumento registrado entre todos os estados brasileiros.
Em nível nacional, o número de assassinatos em conflitos no campo também cresceu, passando de 13 mortes em 2024 para 16 em 2025.
A região Norte concentra mais de 61% dos casos registrados no país.
Crimes antigos seguem sem solução
O novo relatório também reacende o debate sobre casos antigos de violência agrária em Rondônia que seguem sem desfecho judicial.
Entre os crimes federalizados e ainda investigados pela Polícia Federal estão os assassinatos de:
- Renato Nathan Gonçalves
- Gilson Gonçalves
- Élcio Machado
- Dinhana Nink
- Gilberto Tiago Brandão
- Isaque Dias Ferreira
- Edilene Mateus Porto
- Daniel Roberto Stivanin
As mortes ocorreram em municípios como Buritis, Machadinho D’Oeste, Ariquemes, Nova Mamoré e Alto Paraíso.
Esses casos foram transferidos para a esfera federal após decisão do Superior Tribunal de Justiça, diante da falta de avanço nas investigações estaduais.
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