Notícia
Os Estados de Rondônia e Acre uniram esforços e finalizaram nesta sexta-feira, 19, suas propostas com demandas para os projetos que serão elaborados e utilizarão os R$33 milhões de recursos do Fundo Amazônia, destinados à disseminação de tecnologias para o desenvolvimento sustentável da região. Esta ação foi realizada durante a Oficina Territorial sobre o Projeto Integrado da Amazônia, que aconteceu nos dias 18 e 19 de agosto na Embrapa Rondônia, em Porto Velho, reunindo quase 100 representantes de 26 instituições governamentais e não governamentais, sociedade civil, instituições de pesquisa, de ensino associações e demais atores envolvidos com o setor produtivo destes estados.
União de forças, foco nas ações emergenciais e permanente diálogo fizeram parte dos discursos dos participantes da oficina, que concordaram serem estes pontos principais a serem adotados para promover o desenvolvimento da Amazônia. O senhor Jorge Rounconi, presidente da Associação do Melhoramento Genético de Machadinho D’Oeste, RO (ASPROMEG), ficou motivado com os resultados do evento. “Saio daqui muito satisfeito porque o que a gente vem buscando é esta integração, unindo forças com as demais entidades para que as ações avancem. Os produtores precisam disso para produzir mais e melhor”, completa.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro), Fábio Menezes, concorda. “É preciso aproximar a tecnologia dos agricultores familiares, só assim poderá haver mais produção e de maneira sustentável”. Segundo ele, esta oficina abre espaço para mais diálogo e parcerias entre os atores do setor produtivo da região. “Foi muito bom ver que todo o setor está focado no fortalecimento da agricultura familiar e na produção sustentável”, comenta. Para o analista de conservação do Programa Amazônia, da WWF (World Wide Found for Nature), Flávio Rodrigues a oficina cumpriu seu papel. “Foi uma metodologia muito interessante de envolvimento, troca de experiências e de construção conjunta, fatores determinantes para o sucesso da proposta para a Amazônia”.
Outro ponto que foi convergente é de que a melhoria da agricultura familiar passa pela educação, a capacitação, uma necessidade urgente, segundo os participantes. “Não terá espaço para aquele que não se profissionalizar, que não adotar tecnologias, que não dominar o custo de produção e não tiver uma gestão e produção sustentáveis. Sem isso não conseguiremos manter os produtores no campo”, argumenta Menezes.
Os recursos do Fundo Amazônia








