Técnicos e produtores de Cacau representando o estado de Rondônia, participaram de uma missão técnica para desenvolvimento da cultura cacaueira no estado. A iniciativa faz parte de uma ação estratégica fomentada pelo governo do estado, em conjunto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), no intuito de promover intercâmbio e conhecer as técnicas aplicadas pelos produtores do estado do Pará, que lidera a produção nacional de cacau. Despontando na cultura cacaueira, Rondônia concorreu com quatro finalistas no concurso nacional de Cacau Especial do Brasil, realizado no dia 28 de novembro, em Belém.
O Brasil colheu em 2023, cerca de 290 mil toneladas de cacau, segundo dados de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e ocupa hoje, o 6º lugar no ranking mundial de produtores do cacau. O Pará é o maior produtor interno em relação à produtividade junto à Bahia, mas outros estados, como Minas Gerais, São Paulo e Rondônia, também produzem o fruto. A visita técnica ao estado paraense pretende oportunizar, tanto aos técnicos como aos produtores familiares, que hoje lideram a qualidade e produtividade do cacau em Rondônia, conhecer experiências, boas práticas e procedimentos utilizados pelos cacauicultores de outras localidades, a fim de repassar técnicas de sucesso para outros produtores e fortalecer a cultura estadual.
O diretor-presidente da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Luciano Brandão, explicou que, Rondônia vem crescendo na produção de cacau e que hoje desponta entre os produtores de melhor qualidade do país. “A cacauicultura é uma das principais culturas do estado e o preço em alta tem estimulado cada vez mais a produção. A assistência técnica da Emater e Senar tem possibilitado o acesso dos produtores à tecnologia e a um manejo mais adequado.”
Fazenda de cacau do produtor Micchinori Konagano, em Tomé-Açu (PA)
A ação, integrada com instituições parceiras, como o Sebrae fazem parte da cadeia produtiva do cacau em Rondônia, que busca cada vez mais avançar na produtividade com qualidade e sustentabilidade.
MISSÃO TÉCNICA
A comitiva chegou à Belém, no dia 26 de novembro, e seu primeiro encontro foi na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), de onde saíram para visitar o banco de germoplasma (conjunto de material genético que armazena as características de uma espécie e que pode ser transmitido de geração em geração) de cacau e observar os diversos sistemas de plantio em Sistemas Agroflorestais (SAF). No dia seguinte, o grupo teve a oportunidade de visitar a fazenda de cacau do produtor paraense, em Tomé-Açu, Micchinori Konagano, cuja família se instalou na região em meados de 1920.
Técnicos e produtores também visitaram a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), cujas atividades iniciaram em 1929, fundada pelos imigrantes japoneses que buscavam colonizar a região cultivando cacau, hortaliças e arroz; visitaram o Sindicato dos Produtores Rurais de Tomé-Açu, onde puderam trocar informações e, por fim, uma fábrica de chocolate, para uma degustação de chocolates.








