Notícia
Na madrugada deste sábado, 13, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e compareceu em uma casa de “divertimento adulto” no bairro Jardim América, em Vilhena, onde havia denúncia de que um cliente do estabelecimento estava se recusando a pagar as bebidas que tinha consumido.
O acusado explicou que a casa estava lhe cobrando mais de R$ 300 pelo consumo de três cervejas. Por isso, em virtude da suposta exorbitância do valor, ele disse que iria embora sem pagar, o que motivou a direção da “boate” a ligar para a PM.
A gerente do estabelecimento também foi ouvida e disse que o cliente era “habitual”, e naquela data, era acompanhado por duas mulheres, supostamente profissionais da casa, e estavam com ele no balcão. Ambas as garotas teriam pedido que o cliente pagasse “drinks” para elas.
Além dos tais drinks para as acompanhantes, o frequentador também pediu uma cerveja para si mesmo, momento em que teria sido advertido pela gerente de que as bebidas tinham “um valor considerável”. Mesmo assim, segundo as testemunhas, ele teria concordado em pagar.
Ao receber a comanda com o valor do consumo, o acusado negou ter pedido os drinks, mas um vídeo o mostrou junto com as garotas. Ele chegou a negar ser o homem que aparecia na filmagem, mas depois recuou. Porém, continuou negando ter se disposto a “bancar” as bebidas para as profissionais.
Informado de que a ocorrência policial seria registrada, o denunciado teria dito que concordava “para que todos vissem quem era ele e quem eram as outras pessoas envolvidas”. Ele também se recusou a assinar um TCO, que garantiria sua liberação no local.
Quando o cliente seguia em direção ao seu carro, que estava estacionado no quintal do estabelecimento, foi advertido que, tendo bebido, não poderia assumir o volante. E reagiu: “ninguém toca em seu carro”. Ao ser convidado para fazer o teste do bafômetro, concordou em deixar que um dos policiais conduzisse o veículo até a Unisp.
Levado para a delegacia no camburão da PM, o acusado disse, quando a ocorrência seria registrada, que ser integrante da reserva da Força Aérea Brasileira. Questionado sobre sua identidade militar, posto ou graduação na corporação, admitiu não possuir nenhum.
Quando um dos policiais envolvidos na ocorrência argumentou que “militares da reserva remunerada obrigatoriamente possuem identidade militar”, o denunciado reagiu, dizendo que, “só se fosse na cabeça do comandante da guarnição policial”, elevando o tom de voz e apresentando hostilidade.









